segunda-feira, 24 de julho de 2017

Operação HIFIRE-4 - Houve Participação Brasileira?

Olá leitor!

No dia 12/07 passado as agencias de notícias internacionais anunciaram que pesquisadores da Universidade de Queensland  (UQ) da Austrália, em parceria com o Grupo de Ciência e Tecnologia da Defesa (Grupo DST) da Austrália, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA (AFRL), a Boeing e a BAE Systems, realizaram sem muito alarde, da Base de Woomera, localizada no sul da Austrália, mais um lançamento do programa “International Flight Research Experimentation (HiFIRE)”.Tratou-se na realidade do lançamento bem sucedido da Operação HIFIRE-4. (veja abaixo o vídeo deste lançamento)


Porém o leitor deve está se perguntando, e daí Duda, o que o Brasil tem haver com isso? Bom na realidade a participação brasileira no Programa HIFIRE tem sido significativa fornecendo aos australianos e americanos (graças a parceria do DLR MORABA alemão com esse programa) foguetes para realização dos experimentos ligados a este programa de desenvolvimento hipersônico.

Ate o momento o Brasil já participou das seguintes operações deste programa:

* Operação HIFIRE 3 - Foguete VS-30/Orion VO7 - lançado em 13/09/2012 (bem sucedido)

* Operação HIFIRE 5A - Foguete VS-30/Orion ? – lançado em 25/04/2012 (falha do foguete)

* Operação HIFIRE 7 - Foguete VSB-30 V 13 – lançado com 30/03/2015 (bem sucedido)

* Operação HIFIRE 5B - Foguete VS-30/Orion V 12 – lançado em 18/05/2016 (bem sucedido)

Pois é, além do Brasil ter participado também de um outro experimento hipersônico ligado aos pesquisadores da  Universidade de Queensland (UQ) que foi a:

* Operação SCRAMSPACE IFoguete VS-30/Orion V09 – lançado em 18/09/2013 (falha do foguete)

O que acontece é que (pelo menos até meados de 2014) o foguete previsto para o lançamento deste experimento da Operação HIFIRE-4 era o brasileiro VSB-30, mas em nenhuma das notícias internacionais que verifiquei consegui confirmar o uso de nosso foguete neste voo, além de que o próprio Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) até este momento não se pronunciou sobre esta questão.

Peço a ajuda dos nossos leitores especializados que por gentileza usem a foto abaixo para fazer esta identificação. Será um VSB-30 pintado com outras cores? Ou perdermos o nosso espaço neste programa?

Será um VSB-30???
Experimento HIFIRE-4

O intrigante também é que em nenhuma nas notícias internacionais que verifiquei o DLR MORABA teve seu nome citado o que me leva a crer que não tenha sido um foguete VSB-30, enfim...

Duda Falcão

Projeto Garatéa-ISS Levará Experimento Brasileiro à Estação Espacial Internacional em 2018

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado ontem (23/07) no Blog Mensageiro Sideral do site do Jornal Folha de São Paulo, divulgando a notícia bombástica que havíamos informado que a galera do Projeto Garatéa divulgaria nos próximos dias, tá lembrado? Pois é, é isso mesmo leitor, o Brasil estará de volta em 2018 a Estação Espacial Internacional (ISS), doze anos após a Missão Centenário com um experimento estudantil a ser realizado abordo.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Projeto Garatéa-ISS Levará Experimento
Brasileiro à Estação Espacial
Internacional em 2018

POR SALVADOR NOGUEIRA
23/07/2017 - 20h36

Foto: NASA

Pela primeira vez em mais de uma década, o Brasil voltará a enviar um experimento à Estação Espacial Internacional para ser realizado por um astronauta. A iniciativa é da Missão Garatéa, o mesmo consórcio espacial que está planejando a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021.

Batizado Garatéa-ISS, o projeto fará parte da 12a edição do Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), ação anual do governo americano em conjunto com a NASA (agência espacial americana) para engajar a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço.

“É a primeira vez que uma comunidade fora da América do Norte teve aprovação no programa e estamos muito animados com a oportunidade”, diz Lucas Fonseca, diretor da iniciativa no Brasil.

A oportunidade foi aberta por meio da Câmara de Comércio Brasil-Flórida, que ajudou na busca de um projeto de impacto que pudesse alinhar interesses brasileiros e americanos. A intersecção encontrada foi com a Kennedy Space Center International Academy (KSCIA)

“Penso que a maior importância de uma colaboração desse porte é a oportunidade de inspirar a futura geração que eventualmente atuará em alguma área do programa espacial”, diz Jefferson Michaelis, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Flórida. “Para o Brasil, abre-se uma oportunidade gigantesca, uma chance de reviver a aliança com a ISS e ao mesmo tempo possibilidade a jovens brasileiros e a educadores a inserção na área de espaço. Para os EUA, uma oportunidade de conhecer o lado do Brasil, talentoso, criativo e inovador, o que possibilitará a criação de novas oportunidades entre as duas nações.”

O experimento brasileiro deve ir à estação espacial em 2018 e contará com a participação de 450 crianças do sétimo ano (13 anos), tanto do ensino público como do ensino privado. Desde 2006, quando a Missão Centenário levou à Estação Espacial Internacional o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, estudantes brasileiros não têm uma oportunidade como essa.

COLABORAÇÃO

O projeto não tem financiamento público e, a exemplo da missão lunar Garatéa-L, busca apoio da iniciativa privada para sua realização. “Este primeiro ano estamos tratando como um piloto”, explica Fonseca. “Para o ano que vem, estamos costurando uma parceria com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e temos a meta ambiciosa de expandir o programa para atingir 1 milhão de crianças. Para tanto, precisamos nos provar neste primeiro voo.”

A iniciativa será iniciada neste ano, em uma parceria da Missão Garatéa com o colégio Dante Alighieri, de São Paulo. A escola ofereceu suas estruturas de salas, laboratório e professores para o planejamento e a realização do experimento. Como contrapartida, seus alunos participarão do projeto, combinados a estudantes oriundos do ensino público.

Além de envolver os alunos num projeto espacial de vanguarda, a iniciativa oferecerá treinamento para professores com cientistas de alto gabarito trabalhando no Brasil e no exterior. “Sem dúvida é uma oportunidade incrível”, diz Amanda Bendia, pesquisadora do Instituto Oceanográfico da USP envolvida com o projeto. “Os alunos terão a experiência não só de passar por todas as etapas que um cientista realiza para o desenvolvimento de sua pesquisa, mas também terão que pensar em experimentos que sejam simples, práticos e viáveis de serem executados na ISS. Será um grande desafio que contará com o apoio de pesquisadores brasileiros especializados em áreas como Astronomia, Biologia, Física e Química, que darão o suporte multidisciplinar necessário para os alunos desenvolverem suas propostas de experimentos.”

“Acho esta iniciativa fantástica, muito importante para os alunos e professores envolvidos”, complementa Ana Carolina Zeri, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. “Estou bem entusiasmada e contente de poder ajudar.”

Fazendo coro a gente muito mais esperta, o Mensageiro Sideral também está muito feliz de poder participar do projeto, como consultor.

Ainda não está definido qual experimento será realizado. Ele será escolhido e projetado entre setembro e dezembro deste ano, para ir ao espaço no primeiro semestre de 2018. A bordo da Estação Espacial Internacional, ele será executado por um astronauta americano e, depois de quatro a seis semanas, será trazido de volta à Terra para análise dos resultados.

Os alunos brasileiros responsáveis pelos experimentos ainda participarão de um congresso de apresentação de resultados no museu nacional de ar e espaço “Smithsonian” em Washington D.C., tendo chance de interagir com estudantes americanos que participarão do mesmo programa. O projeto será assessorado por cientistas ligados a NASA, além de pesquisadores brasileiros da Universidade de São Paulo e do Laboratório Nacional de Luz Sincrotron.

O objetivo do projeto é ampliar o interesse dos estudantes brasileiros pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, essenciais para o desenvolvimento do Brasil, e desenvolver um caminho rápido de amadurecimento de iniciativas espaciais privadas e de capacitação tecnológica para a Garatéa-L, a missão lunar brasileira.

Confira o hotsite do projeto Garatéa-ISS, clicando aqui.


Fonte: Blog “Mensageiro Sideral“ – http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br

Comentário: Pois é leitor tá ai a notícia, será que precisa dizer algo mais??? Enquanto essa galera da Garatéa avança significamente apresentando resultados, infelizmente este órgão inócuo e vergonhoso chamado AEB (Agencia Espacial de Brinquedo) vem cada vez mais se tornando insignificante e tendo a necessidade de sua existência colocada em dúvida, já que não consegue ser útil ao setor, além de, em muitos casos, ser um empecilho para o verdadeiro desenvolvimento das atividades espaciais brasileiras. Já passou da hora de se avaliar se esse órgão deve continuar existindo, ou então de dar um verdadeiro rumo ao mesmo tirando os tecnocratas baba ovos e incompetentes que estão nos cargos de gestão (a começar pelo seu presidente banana) desta agencia vendedora de fantasias. Parabéns a galera do Projeto Garatéa, vocês são “GENTE QUE FAZ”.

Levantamento DES Apoiado Pelo LIneA e Pelo INCT do e-Universo Detecta Rara Supernova Super Luminosa

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (21/07) no site do “Observatório Nacional (ON)” destacando que Levantamento DES apoiado por meio do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do e-Universo, detecta rara Supernova Super Luminosa.

Duda Falcão

Notícias

Levantamento DES Detecta Rara
Supernova Super Luminosa

Publicado: Sexta, 21 de Julho de 2017, 18h06
Última atualização em Sexta, 21 de Julho de 2017, 18h06

Pesquisadores da University of California – Santa Cruz e do Dark Energy Survey (DES), programa apoiado pelo Observatório Nacional - por meio do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do e-Universo, detectaram a morte de uma estrela maciça localizada em uma galáxia a 10 bilhões de anos-luz de distância. A supernova “super luminosa” é considerada rara e uma das mais distantes já descobertas. Astrônomos afirmam que ela ocorreu cerca de 3,5 bilhões de anos após o Big Bang, em um período conhecido como “meio-dia cósmico”, quando a taxa de formação de estrelas alcançou seu máximo no Universo.

Brilho intenso – A explosão proporcionou um brilho até três vezes maior do que o brilho dos 100 bilhões de estrelas da Via Láctea somadas

As supernovas super luminosas são de 10 a 100 vezes mais brilhantes do que as típicas explosões resultantes do colapso de uma estrela maciça. Porém, astrônomos ainda não sabem exatamente que tipos de estrelas dão origem à extrema luminosidade ou quais processos físicos estão envolvidos. A supernova, batizada de DES15E2mlf (Figura abaixo), é incomum até mesmo dentro do pequeno grupo de supernovas super luminosas identificadas até hoje.

O objeto foi detectado e vem sendo observado desde novembro de 2015 pelo Dark Energy Survey (DES) em colaboração que faz uso do telescópio Blanco, de quatro metros, situado no Observatório Interamericano, em Cerro Tololo, Chile. As observações de acompanhamento para medição da distância e obtenção de espectros detalhados da supernova foram conduzidas com o Espectrógrafo Multi-Objeto Gemini, localizado no Observatório Gemini Sul, Chile, que dispõe de um espelho primário de 8 metros de diâmetro.

A investigação foi liderada por Dr. Yen-Chen Pan e pelo Prof. Ryan Foley, astrônomos da University of California, e membros de uma equipe internacional de colaboradores do DES. Os pesquisadores relataram as descobertas em um artigo publicado recentemente, no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, um dos principais jornais de astronomia.

As novas observações são capazes de fornecer dados sobre a natureza das estrelas e galáxias, especialmente durante o pico da formação de estrelas. As supernovas são importantes na evolução das galáxias porque suas explosões enriquecem o gás interestelar a partir do qual novas estrelas formam elementos mais pesados do que o hélio, chamados de “metais” por astrônomos.

“É importante saber que estrelas muito maciças estavam explodindo naquela época (meio-dia cósmico). O que realmente queremos saber é a taxa relativa de supernovas super luminosas para supernovas normais, mas ainda não podemos fazer essa comparação porque as supernovas normais são muito fracas para serem vistas a essa distância. Portanto, não sabemos se esta supernova atípica está nos dizendo algo especial sobre essa época, há 10 bilhões de anos “, afirma Foley, professor assistente de astronomia e astrofísica na University of California.

Observações anteriores de supernovas super luminosas indicavam que elas estavam tipicamente situadas em galáxias de baixa massa ou galáxias anãs, que tendem a ser menos enriquecidas em “metais” do que galáxias com maior massa. Apesar disso, a DES15E2mlf foi localizada em uma galáxia bastante maciça e de aparência normal. “A ideia atual é que um ambiente de baixa metalicidade é importante na criação de supernovas super luminosas e, por isso, tendem a ocorrer em galáxias de baixa massa, mas DES15E2mlf está em uma galáxia relativamente maciça em comparação com a galáxia hospedeira típica para supernovas super luminosas”, afirma Pan, pesquisador pós-doutorando da UC Santa Cruz e principal autor do artigo.

Foley explicou que as estrelas com menos elementos pesados mantêm maior fração de massa quando morrem, o que pode causar uma explosão maior quando a estrela esgota o seu abastecimento de combustível e colapsa. “Sabemos que a metalicidade afeta a vida de uma estrela e como ela morre. Então, encontrar essa supernova super luminosa em uma galáxia de massa superior vai contra o pensamento atual. Mas estamos observando um período tão distante no passado, esta galáxia poderia ter tido menos tempo para criar metais, então pode ser que nesse passado distante do Universo, mesmo galáxias de alta massa tinham um conteúdo de metal suficientemente baixo para criar essas extraordinárias explosões estelares. Em algum momento, a Via Láctea também reuniu essas condições e poderia ter produzido muitas explosões similares “, destaca Foley.

Segundo Smith, pós-doutorando da Universidade de Southampton, Reino Unido, embora os cientistas ainda se deparem com muitos enigmas, a capacidade de observar estas supernovas tão distantes fornece informações valiosas sobre estrelas maciças e sobre um período importante na evolução das galáxias. O levantamento DES descobriu uma série de supernovas super luminosas e continua a ver explosões cósmicas mais distantes, que revelam como as estrelas explodiram durante o principal período de formação de estrelas.

Confira o artigo na íntegra

Crédito da imagem: Dark Energy Survey
Imagem que mostra a galáxia hospedeira (SN host) indicada com uma
flecha amarela, na qual explodiu a supernova DES15Emlf.


Fonte: Site do Observatório Nacional (ON)

Com Participação de Brasileiro, Equipe Internacional de Astrônomos Descobre Estrela Que Engoliu Planetas

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada dia (19/07) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que com participação de brasileiro, equipe internacional de astrônomos descobre estrela que engoliu planetas.

Duda Falcão

Notícias

Com Participação de Brasileiro,
Equipe de Cientistas Descobre
Estrela Que Engoliu Planetas

Com o nome HAT-P-4, a estrela teria incorporado um planeta um pouco menor
do que Júpiter, que estava em sua órbita. "Descoberta permitiu que os astrônomos
realizassem análise química de alta precisão utilizando uma técnica diferencial",
explica o pesquisador do LNA, que participou das observações.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 19/07/2017 | 15:07
Última modificação: 20/07/2017 | 00:33

Crédito: LNA
Equipe internacional de astrônomos descobriu, pela primeira vez,
evidências de que um planeta tenha sido "engolido" por uma estrela.

Com a participação do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), uma equipe internacional de astrônomos descobriu, pela primeira vez, evidências de que um planeta tenha sido "engolido" por uma estrela. Com o nome HAT-P-4, a estrela teria incorporado um planeta um pouco menor do que Júpiter, que estava em sua órbita. Esses planetas, que orbitam estrelas que não seja o Sol, são chamados de exoplanetas.

O pesquisador do LNA, Eder Martioli, que integra uma equipe de astrônomos que utilizam o telescópio Gemini, localizado no Havaí, lista três efeitos químicos  observados na atmosfera da estrela para saber se o planeta "engolido" é do tipo rochoso, como a Terra ou Marte.

"O primeiro seria um aumento global na quantidade de elementos químicos mais pesados, como os metais, pois as estrelas, compostas basicamente de hidrogênio e hélio, teriam sido contaminadas com o material planetário mais pesado. Em segundo, espera-se um aumento na quantidade de determinados elementos químicos, chamados refratários, na mesma proporção encontrada nos planetas rochosos. Finalmente, um aumento na quantidade do elemento lítio, pois as fusões nucleares que ocorrem no interior das estrelas ‘queimam' o lítio rapidamente, não havendo outra explicação para a existência de tal elemento, a menos que tenha ocorrido queda de material planetário", explica o pesquisador.

Para identificar os três efeitos, os cientistas observaram a estrela HAT-P-4 com o telescópio Gemini de 8.  A estrela pertence a um sistema duplo, ou seja, um sistema composto por duas estrelas que orbitam uma ao redor da outra. As duas estrelas são parecidas com o nosso Sol e são praticamente gêmeas.

"Este fato permitiu que os astrônomos realizassem uma análise química de alta precisão utilizando uma técnica diferencial. É uma evidência notória de que o material que constitui estrela foi, de certa forma, poluído com resíduos planetários", afirma Martioli, lembrando que o estudo foi, recentemente, aceito para publicação na revista Astronomy and Astrophysics Letters.

Relevância Para a Astronomia Mundial

Uma descoberta desse porte confirma a hipótese há muito tempo levantada por cientistas do mundo todo de que os planetas gigantes podem, de fato, exterminar  planetas semelhantes terrestres - formados principalmente por rochas e metais, como a Terra - caso haja um processo migratório durante a formação do sistema planetário. Outra consequência do estudo, de acordo com Martioli, está relacionada a um dos marcadores astrofísicos de populações estelares utilizados para determinar a procedência das estrelas dentro da nossa galáxia. Estes marcadores utilizam como base a composição química da estrela. "As duas estrelas do sistema HAT-P-4 têm origem no mesmo local da nossa galáxia. No entanto, a diferença química associada à queda de material planetário demonstra que estes eventos podem alterar a composição química de uma estrela, ‘falsificando' os marcadores utilizados para determinação da procedência", acrescenta.

Gemini

O instrumento utilizado no estudo é o Gemini, observatório com dois telescópios gêmeos de 8 metros de diâmetro, sendo um deles localizado no Chile e o outro no Havaí.  O Gemini é atualmente mantido por um acordo de colaboração internacional entre cinco nações – Brasil, Argentina, Canadá, Estados Unidos e Chile –, com participações também da Austrália e Coreia do Sul.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

sábado, 22 de julho de 2017

Programa AEB Escola Atrai Milhares de Crianças Com Atividades Educacionais

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada ontem (21/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que segundo a Agencia, o Programa AEB Escola tem atraído milhares de crianças com atividades educacionais durante a Reunião da SBPC em Belo Horizonte.

Duda Falcão

Programa AEB Escola Atrai Milhares de
Crianças Com Atividades Educacionais

Coordenação de Comunicação Social – CCS
21/07/2017

Visitantes participam da oficina carrinho foguete.

Um dos espaços mais visitados na SBPC-Jovem, o programa AEB Escola, da Agência Espacial Brasileira, atrai cerca de quatro mil pessoas por dia na Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte.  Elas participam das oficinas de carrinho foguete, carrinho robô, sessões no planetário e oficinas de construção e lançamento de foguetes, que acontecem duas vezes ao dia, no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nos lançamentos do foguete de garrafa pet, confeccionados no próprio espaço do AEB Escola, as crianças se divertem. O lançamento é acompanhado de muita alegria, entusiasmo e emoção por pessoas de todas as idades, que além de ajudar no processo de desenvolvimento do foguete também participam da etapa final, ou seja, o lançamento.

Segundo o engenheiro Rodrigo Camargo Gomes, um dos colaboradores do AEB Escola, são aproximadamente 2 mil dobraduras de satélites e foguetes distribuídas ao público por dia. As dobraduras são projetos de satélites já lançados ou prestes a lançar que as crianças recortam para montar e colar, seguindo as orientações descritas nas próprias dobraduras.

Outra atração bastante visitada na SBPC-Jovem é a Estação Meteorológica. Segundo o professor Jaime Antunes, da Secretaria de Educação do Distrito Federal, e responsável pelo projeto, o objetivo é montar uma base de dados local, contextualizar conteúdos de matemática estudados, aplicados e significativos, despertar e ratificar vocações na área de tecnologia.

Destinadas a alunos do 6º ao 9º ano, os estudantes verificavam a umidade do ar, temperatura, velocidade do vento, pressão atmosférica, radiação solar total, chuva e pluviosidade. “Todo esse conteúdo é utilizado para desenvolver cálculos com números decimais, equações, unidades de medidas, gráficos e tabelas”, afirmou o professor Jaime. Eles se reúnem em trios e participam do método científico. O projeto também trabalha com a parte de liderança e uma equipe de apoio que auxilia no desenvolvimento das atividades. O professor ressaltou ainda, que os estudantes que visitam a AEB Escola gostam e participam de todas as oficinas. Os professores e o público de modo geral elogiam a aplicação de conteúdo em atividades reais.

No Planetário Digital itinerante na SBPC foram realizadas duas sessões diárias, sendo uma pela manhã e outra à tarde.  O planetário foi adquirido para trabalhar atividades pedagógicas, ensino de astronomia e ciências afins. Durante as atividades é utilizado um projetor de 360 graus, onde imagens são projetadas através do auxílio de programas de astronomia. O colaborador da AEB, Lucas Ferreira da Silva, que trabalhou no evento, disse que o planetário é um lugar mágico em que acontecem aulas expositivas onde é possível simular o céu noturno em qualquer hora e época do ano.

Crianças conhecem o Rover — carro robótico de exploração espacial
feito para se locomover em terrenos extraterrestres. 


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, o programa AEB Escola é uma das iniciativas junto com os Programas Microgravidade e Uniespaço desta agencia de brinquedo que quando foram lançados tinham realmente objetivos significativos, mas que nunca atingiram os resultados esperados. No que diz respeito ao AEB Escola, mesmo tendo um potencial enorme a ser explorado junto aos jovens brasileiros e a própria sociedade, devido à falta de visão, competência e talvez até de vontade politica de seus gestores tecnocratas, o programa simplesmente estacionou, e hoje vive dessas apresentações em eventos como este, quando deveria estar sendo consolidado e tendo suas ações ampliadas criando novas oportunidades educacionais, bem como (por exemplo) em conjunto com o Ministério da Educação, poderia está divulgando em todas as escolas do país as ciências espaciais. Já os outros dois Programas, se transformaram em duas piadas de mal gosto, e se quer vale a pena comentar. Até mesmo a "Revista Espaço Brasileiro", esses tecnocoelhos deram um jeito de acabar. E o CVT Espacial, heim??? O Lero-lero parece continuar e eu vou cobrar.

Brasil Guarda Um dos melhores Registros do Asteroide Que Pôs Fim aos Dinossauros

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessantíssima notícia postada dia (17/07) no site do “Sputniknews - Brasil”, destacando que o Brasil guarda um dos melhores registros do asteroide que pôs fim aos dinossauros.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Brasil Guarda Um dos melhores Registros
do Asteroide Que Pôs Fim aos Dinossauros

Sputnik News - Brasil
17/07/2017 – 19:04
Atualizado em 17/07/2017 – 19:08

CC BY 2.0 / Kanijoman / Concepción artística del asteroide

O meteoro que há 65 milhões de anos acabou com a era dos dinossauros na Terra, caiu na cidade península de Yucatán, no México, e deixou registros do fenômeno no Brasil, em Pernambuco. A paleontóloga Alcina Barreto falou com exclusividade à Sputnik Brasil e comentou sobre os segredos desse importante evento na história da Terra.

A paleontóloga Alcina Barreto, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), conversou com a Sputnik Brasil e explicou a natureza do registro do meteoro em terras brasileiras. 

De acordo com ela, "não há fragmentos do impacto, o que há são evidências do impacto do meteoro que caiu".

"Evidências do tipo geoquímicas, evidências mineralógicas, evidências nas estruturas dos estados fragmentários, mas que se depositaram nessa época. Não é que um fragmento desse meteoro tenha sido conservado aqui", disse a especialista. 

Na ocasião, os fragmentos do meteoro teriam sido lançados na atmosfera e caído em diversas partes da Terra. A professora Alcina Barreto explicou que essas evidências são encontradas em diversas partes do mundo hoje em rochas sedimentares depositadas nessa época. 

Os resquícios do megatsunami causado pelo impacto do asteroide chegaram ao Nordeste brasileiro e ficam localizados no geossítio Mina da Poty. 

A paleontóloga explica que "um geossítio é uma área geográfica em que ficou registado algum evento importante da história da Terra e que precisa ser conservado, preservado, estudado, compreendido e mantido para que as gerações futuras também tenham essa informação".

"Nós temos aqui exposições de rocha que mostram muito bem esse momento do impacto do meteoro. E ele tá localizado no município de Paulista, aqui em Pernambuco. Essa exposição aparece em uma mineração de calcários. E é a melhor exposição de diferentes períodos geológicos que marcam não só os períodos, mas que marcam eras geológicas diferentes", destacou.

"Essas exposições de rocha aqui em Pernambuco são conhecidas com uma das melhores exposições da América do Sul desse registro desse fenômeno que aconteceu na história da Terra e que fica registrado nas rochas", acrescenta Alcina Barreto.

A paleontóloga também informou que o geossítio Mina da Poty será aberto para a visitação do público a partir de novembro.


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Programa GLOBE da NASA Desperta Interesse da Comunidade Acadêmica da UFMG

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada ontem (21/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que segundo a Agencia durante esta quinta-feira da Reunião da SPBPC em Belo Horizonte, o Programa GLOBE da NASA despertou interesse na Comunidade Acadêmica da UFMG.

Duda Falcão

Programa GLOBE Desperta Interesse
na Comunidade Acadêmica da UFMG

Coordenação de Comunicação Social – CCS
21/07/2017


O Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Alberto Gurgel Veras, apresentou na noite de quinta-feira (19.07), a estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Programa GLOBE no Brasil, resultado de uma parceria entre a AEB e a Agência Espacial Norte Americana (NASA).

O GLOBE promove o ensino e a aprendizagem da ciência, por meio de pesquisas científicas entre professores e alunos em diversas áreas do meio ambiente, como: atmosfera (clima), hidrologia (estudo das águas), solos, cobertura do solo (vegetação) e fenologia (estudo dos ciclos de vida animal e vegetal), além de ajudar a compreender a complexidade dos ecossistemas e do meio ambiente. Todos os espectadores acompanharam a palestra sobre o programa com muito interesse.

O GLOBE está presente em 117 países e chegou ao Brasil em junho de 2016, sendo Brasília a primeira cidade a recebê-lo. Este ano o programa foi lançado em São José dos Campos (SP), Santa Cruz (RJ) e Paranaguá (PR). Atualmente o GLOBE está presente em 117 países.

Após falar sobre o GLOBE, Gurgel passou a palavra ao professor Izaías Cabral, professor da Escola Técnica de Brasília e colaborador do Programa AEB Escola, já capacitado pelos workshops promovidos pela AEB, em Brasília. Izaías explicou o projeto Rede de Estações Meteorológicas Didáticas (REMADE), que pretende incentivar o aprendizado e estimular a habilidade de estudantes com os métodos científicos, desenvolvido por ele e outros professores de escolas públicas do Distrito Federal. “Os resultados dessas pesquisas serão inseridos na plataforma da NASA, e futuramente poderão ser utilizados na calibração de satélites”, explicou o professor.

O professor Edson, da UFMG, sugeriu que os responsáveis pelo programa GLOBE entrassem em contato com os professores dos cursos de cultura indígena da UFMG para levar o programa às aldeias indígenas de Minas Gerais e do Brasil, sugestão estimada pelos presentes.

Além do GLOBE, Gurgel apresentou aos espectadores ações desenvolvidas pela AEB, o Programa Espacial Brasileiro, como também as oportunidades oferecidas pela Agência a estudantes que queiram estudar fora do país.  Ele citou como exemplo a parceria entre a AEB e a Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China, onde estão vários estudantes selecionados pela AEB.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Projeto Garatéa - Comunicado Importante

Olá leitor!

Recebi ontem a noite uma informação do Eng. Lucas Fonseca (coordenador do Projeto da Missão Lunar Brasileira Garatéa-L) que refletirá como uma Bomba extremamente positiva dentro do setor espacial do país, mas que só será divulgada neste final de semana, ou no mais tardar até terça-feira da semana que vem.

O que está para ser divulgado e que o Blog não tem ainda autorização para falar, comprovará uma vez mais de que independentemente de estarmos vivendo o pior momento de toda a história das nossas atividades espaciais (vide a informação de que até mesmo os projetos do VS-50 e VLM-1 perderam a sua cor verde e amarela), quando há visão, dinamismo, seriedade, comprometimento e competência em prol de realmente realizar projetos significativos que deixam legados, as coisas acontecem.

Quando esse louco e fantástico profissional deixou um emprego maravilhoso e promissor na Europa para retornar ao seu país de merda e cheio de senões (se disso, se daquilo) para tentar colaborar com a sua experiência no setor espacial visando deixar um legado e assim exercer a sua cidadania brasileira, fui procurado por ele pedindo a minha opinião, coisa que eu opinei dizendo que para o Brasil sua decisão seria positiva, mas bastante arriscada profissionalmente para ele, a ponto de até beirar uma loucura irresponsável.

Porém, felizmente para o Brasil não dando ouvidos as minhas ponderações e seguindo os exemplos dos ‘loucos’ que fizeram a história da humanidade, este brasileiro, extremamente comprometido com tudo que faz, serio e com um objetivo inabalável, está mostrando a Comunidade Espacial do país que  Programa Espacial se faz metendo a mão e não atuando como bebes chorões, como bem dizia um dos refrões da musica/hino “Pra Não Dizer que Não Falei da Flores” do final da década de 60 de Geraldo Vandré: “Vem Vamos Embora, Que Esperar não é Saber, Quem Sabe, Faz a Hora, Não Espera Acontecer”.

Pois é leitor, qualquer atividade humana só se desenvolve com visão, comprometimento, dinamismo seriedade e competência, seja na área publica, privada, pessoal e mediante evidentemente ao desempenho das pessoas e dos grupos envolvidos. É claro que o PEB sendo um programa coordenado pelo governo, precisa antes de tudo de uma postura de comprometimento do seu coordenador, para que assim, a partir dai, as providencias necessárias sejam tomadas com seriedade e competência, e tendo seus resultados acompanhados e cobrados com a mesma seriedade e competência. Quais seriam essas providencias??? Todos já as conhecem, diversos estudos já foram feitos (um deles pela própria Câmara Federal) e inúmeros documentos gerados, mas até hoje não houve o menor movimento governamental de verdade em busca de organizar e dar um rumo ao setor, e na atual conjuntura política, não vai haver, isso é pura utopia.

O leitor pode se perguntar o porquê o nosso governo tem uma postura tão negativa em relação a este crucial programa para o futuro do país? E a resposta é muito simples, mas para que o leitor possa entender precisa primeiro tirar da cabeça a crença de que vive num país serio e comprometido com o futuro e sob ainda mais fantasiosa coordenação de um governo de verdade. Isto é pura fantasia, a realidade infelizmente esta bem longe desse quadro, pois o Brasil se quer é um país de verdade e seu governo só esta interessado em seus próprios interesses nefastos.

Os mais observadores poderiam perguntar como então se explica a perda da “cor verde amarela nos projetos do VS50 e do VLM-1??  E da mesma forma a explicação é simples, ou seja, num universo onde impera a falta de visão, de comando, interesses discutíveis e falta de cidadania, tudo pode acontecer, inclusive o BOI NA LINHA.

Finalizando, chamo atenção daqueles que de alguma forma contribuem e ainda se preocupam com o nosso "Patinho Feio", fiquem atentos, pois a notícia da galera da Garatéa é bombástica, e muito positiva para as nossas atividades espaciais. Um verdeiro alento em relação as ultimas notícias ruins e fantasiosamente divulgadas nas ultimas semanas.

Duda Falcão 

Escola Avançada em Astronomia Traz ao ON Premiados Pesquisadores de Diversos Países

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (20/07) no site do “Observatório Nacional (ON)” destacando que “Escola Avançada em Astronomia” trará ao ON premiados pesquisadores de diversos países.

Duda Falcão

Notícias

Escola Avançada em Astronomia Traz ao ON
Premiados Pesquisadores de Diversos Países

Publicado: Quinta, 20 de Julho de 2017, 15h50
Última atualização em Quinta, 20 de Julho de 2017, 16h03

O XXII Ciclo de Cursos Especiais do Observatório Nacional acontece de 21 a 24 de Agosto de 2017. Voltada a estudantes e pesquisadores das áreas de Astronomia, Astrofísica e Cosmologia, a escola avançada está com inscrições abertas até 11 de agosto para envio de resumos e até 15 de agosto, sem apresentação de pôster.

O CCE é realizado anualmente pelo Observatório Nacional e cada Ciclo oferece tópicos atuais de astrofísica extragaláctica, astrofísica estelar e galáctica, cosmologia e ciências planetárias, abordados em minicursos com seis horas de duração, ministrados por pesquisadores de renome internacional e de reconhecida competência didática. Os cursos são gratuitos, apresentados em inglês e os participantes recebem certificado.

Os convidados desta vigésima segunda edição do evento são:

Dr. R. Paul Butler (Carnegie Institution of Washington, EUA)
Curso: "Statistical Properties of Exoplanets from Radial Velocity Surveys"

Dr. Christopher Conselice (University of Nottingham, Reino Unido)
Curso: "Observing the Formation and Evolution of Galaxies over 13 Billion Years"

Dr. Patrick Michel (Observatoire de la Cote d' Azur, França)
Curso: "Impacts in the Solar System"

Dr. Nikhil Padmanabhan (Princeton University, EUA)
Curso: "The cosmic signatures of the Baryonic Acoustic Oscillations"

Mais informações estão disponíveis na página do evento, onde também são feitas as inscrições e a submissão dos resumos.



Fonte: Site do Observatório Nacional (ON)

Aluno do ITA é Premiado no Maior Evento Científico da América Latina

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (19/07) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), destacando que um aluno do instituto foi premiado no maior evento científico da América Latina.

Duda Falcão

Notícias

Aluno do ITA é Premiado no Maior
Evento Científico da América Latina

Divisão de Comunicação Social
19/07/2017


No segundo dia da 69ª reunião da SBPC, 18 de julho, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) premiou os vencedores do Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica. O aluno do 5º ano de Engenharia Eletrônica do ITA, Daniel Schwalbe Koda, foi agraciado na categoria Ciências Exatas, da Terra e Engenharias.

O aluno desenvolveu a pesquisa na área de semicondutores, com o trabalho intitulado: "Propriedades Eletrônicas de Materiais Bidimensionais e suas Heteroestruturas". Esse material permite diversas aplicações em dispositivos eletrônicos, optoeletrônicos e nanotecnologia em geral, tais como transistores de efeito túnel, eletrônica flexível, fotodetectores, células solares, LEDs (do inglês, Light Emitting Diode).

O ITA participa também com um estande científico, no qual apresenta 3 projetos: ITASAT, um nanosatélite de aproximadamente 5 quilos, a prótese de uma mão feita em com manufatura aditiva e que utiliza a tecnologia de liga de memória de forma e uma impressora 3D para desenvolvimento de protótipos. “A impressora 3D é uma tecnologia que está revolucionando o setor produtivo e já é usada em diferentes industrias, como: automotiva, aeroespacial, militar, médica, construção, moda, joalheria”, explica Amanda Silva de Deus, estudante do mestrado em engenharia mecânica do ITA.

A feira acontece até o próximo sábado, 19 de agosto.

ITASAT

O projeto ITASAT faz parte das ações a Agência Espacial Brasileira (AEB) para fomentar projetos na área espacial. A missão do primeiro satélite do projeto, o ITASAT-1, é principalmente capacitar recursos humanos para projetos de aplicação espacial. Para atingir este objetivo o foco do projeto não é desenvolver os subsistemas do satélite, mas sim integrar soluções disponíveis de modo a atender os requisitos de projetos. O satélite ITASAT-1 é um satélite enquadrado na categoria de nanossatélite, utiliza um padrão comercial denominado CubeSat.

Prótese de Mão com Metal com Memória de Forma

Este trabalho teve como objetivo construir uma prótese de mão de baixo custo utilizando a prototipagem rápida, e o Nitinol® como tendões para demonstrar que este material pode ser utilizado como um atuador. Outro objetivo, foi comparar o comportamento de metais com mémória de forma com metais que não possuem este efeito como o cobre. Para a prototipagem rápida foi escolhido o projeto Dextra Hand. A prótese foi impressa na impressora 3D do Instituto Tecnológico da Aeronáutica em ABS. O projeto Dextra Hand foi selecionado pois, permitia a modificação de seus atuadores. A prótese foi montada com parafusos e os fios de Nitinol® foram fixados na parte frontal dos dedos da mão como se fossem os tendões. Na parte de traz dos dedos foram fixadas borracha para fazer com que os dedos voltassem a posição inicial. No dedo polegar foi fixado um fio de cobre para mostrar que um metal convencional possui comportamento diferente de um metal com memória de forma.

O efeito de memória de forma ocorre devido ao efeito Joule, que é o aquecimento devido a passagem de corrente elétrica. O aquecimento promove a contração de aproximadamente 4% do Nitinol® promovendo a movimentação dos dedos da prótese. O custo da prótese foi de aproximadamente R$ 60,00. Por fim, foi possível concluir que é possível fazer a movimentação dos dedos de uma prótese de mão utilizando a liga metálica com memória de forma Nitinol®.

Manufatura Aditiva 

Essa é uma evolução da prototipagem rápida, conhecida popularmente como impressora 3D, oferece flexibilidade e agilidade de impressão de um produto físico a partir de um arquivo digital. Nessa técnica, múltiplas camadas são depositadas para a construção da geometria do produto. O sucesso desse procedimento depende de fatores como a técnica de deposição, parâmetros, liga a ser depositada e condições da deposição, como temperatura e atmosfera protetora. A manufatura aditiva pode ser aplicada em diversos fatores, principalmente na modelagem de protótipos. Nessa edição da feira, o ITA apresenta um protótipo de uma prótese de mão, desenvolvida nas impressoras 3D.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Comentário: Parabéns ao jovem Daniel Schwalbe Koda pela sua conquista pessoal, e ao ITA pela sua excelência de ensino. Entretanto, no que diz respeito à parte espacial da nota acima, apesar da grande relevância do projeto ITASAT como bem o Blog tem colocado aqui costumeiramente, é preciso lembrar (fazendo justiça) que o primeiro satélite desenvolvido pelo instituto foi o AESP-14, um cubesat 1U em formato de cubo desenvolvido sob a coordenação do então professor e coordenador do Curso de Engenharia Aeroespacial  deste instituto, o Prof. Pedro Teixeira Lacava, com o apoio crucial do jovem Engenheiro Eletricista, Mestrando na época em Ciências e Tecnologias Espaciais e Professor Colaborador deste curso, Cleber Toss Hoffmann, que ficou responsável pelo desenvolvimento do hardware deste cubesat. O AESP-14 foi então lançado ao espaço no dia 10/01/2015, primeiramente em direção a Estação Espacial Internacional (ISS), através de um lançador “Falcon 9” da empresa americana SpaceX, e assim no dia 05/02/2017, finalmente o segundo canarinho brasileiro (o primeiro havia sido o NanosatC-Br1 desenvolvido pelo INPE e até hoje em operação no espaço) adentrava pelo vácuo do espaço a partir do lançamento bem sucedido desta estação, mas infelizmente para a decepção de todos o AESP-14 falhou não entrando em operação, coisa que segundo avaliação na época feita pela equipe do projeto, a falha mais provável é que teria ocorrido algo com o sistema de abertura da antena do satélite. Diante deste ocorrido o nanosatélite ITASAT-1 passa ser a segunda chance do ITA de ter um artefato funcional no espaço. Estamos na torcida.