Do 14-Bis ao 14-X

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na edição nº 2263 da revista “ISTOÉ Independente” e postada dia (28/03) no site da revista destacando que do 14 Bis ao 14-X o Brasil entra para elite da engenharia aeroespacial na iminência de superar tecnologicamente os EUA.

Duda Falcão

CAPA – ISTOÉ TECNOLOGIA & MEIO AMBIENTE

Do 14-Bis ao 14-X

Aeronave que voa a mais de 11.000 km/h coloca o Brasil na
elite da engenharia aeroespacial e na iminência
de superar tecnologicamente os EUA

Lucas Bessel
ISTOÉ Independente
N° Edição: 2263
28 de Mar. 2013 - 21:00
Atualizado em 30 de Mar. 2013 - 10:25


Em um laboratório em São José dos Campos, interior de São Paulo, a aeronave mais avançada do Brasil ganha forma. Batizado de 14-X, o aparelho tem nome inspirado na mais famosa máquina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avião de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som (mais de 11.000 km/h). As propriedades do 14-X colocam o Brasil no seleto grupo de nações – ao lado de Estados Unidos, França, Rússia e Austrália – que pesquisam os motores scramjet, que não têm partes móveis e utilizam ar em altíssimas velocidades para queimar combustível (no caso, hidrogênio). Outra característica do veículo desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira (IEAv) é que ele é um “waverider”, aeronave que usa ondas de choque criadas pelo voo hipersônico para ampliar a sustentação. É como se, ao nadar, um surfista gerasse a onda na qual irá deslizar.


O projeto nasceu em 2007, quando o capitão-engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim iniciou mestrado no ITA e foi aprovado com uma tese sobre a configuração “waverider”. Cinco anos depois, a teoria está prestes a virar prática. O primeiro teste do 14-X em voo, ainda sem a separação do foguete utilizado para a aceleração inicial, ocorrerá neste ano. Em seguida, a Força Aérea planeja outros dois experimentos: um com acionamento dos motores scramjet, mas com a aeronave ainda acoplada, e outro com funcionamento total, quando a velocidade máxima deve ser atingida. “Se formos bem-sucedidos nesses ensaios, estaremos no topo da tecnologia, embora com um programa muito mais modesto do que o dos americanos”, diz o coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, que foi diretor do IEAv durante quatro anos e é um dos pais do 14-X.


O grande desafio no desenvolvimento da tecnologia de altíssimas velocidades é a construção dos motores scramjet. Um engenheiro ligado ao projeto compara a dificuldade de ligar tais propulsores a “acender uma vela no meio de um furacão”. Por isso, o IEAv realiza os testes do primeiro protótipo no maior túnel de choque hipersônico da América Latina, no próprio laboratório do instituto. Diferentemente do que ocorre em turbinas de aviões, esse motor não usa rotores para comprimir o ar: é o movimento inicial, gerado pelo foguete, que fornece o fôlego necessário. No 14-X, os propulsores scramjet são acionados a mais de 7.000 km/h.


“Esse será o caminho eficiente de acesso ao espaço em um futuro próximo”, diz Paulo Toro, coordenador de pesquisa e desenvolvimento do 14-X. As aplicações práticas vão além do lançamento de satélites ou dos voos suborbitais. Os EUA, que testam sua aeronave batizada de X-51, pretendem usar a tecnologia em mísseis intercontinentais. Entre os civis, a esperança é de que o voo hipersônico possa se tornar uma realidade em viagens turísticas. Ir de São Paulo a Londres em apenas uma hora não seria nada mau.


Fonte: Site da Revista ISTOÉ Independente - 28/03/2013

Comentário: Deixando o exagero do autor de lado, pois o Brasil não está coisíssima nenhuma na iminência de superar tecnologicamente os EUA nesse tipo de tecnologia, já que os americanos pesquisam essa tecnologia há muito tempo, tendo inclusive já realizados diversos testes, alguns até mal sucedidos, na realidade leitor a grande notícia dessa matéria, isto é, se realmente for verdadeira, é a confirmação do lançamento do primeiro teste de voo do 14-X para esse ano. Se assim for, aumenta um pouco as atividades significativas a serem realizadas do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no ano de 2013, pois o mesmo já contava com a operação de lançamento simulado do VLS-1 (Operação Santa Bárbara) e o lançamento do VS-40M/SARA Suborbital. Espero que realmente essa notícia seja verdadeira e não pura especulação do autor da matéria. Acontece que apesar da previsão do ano passado do próprio IEAv prevê o lançamento desse voo em 2013, até o momento não houve qualquer manifestação oficial do instituto quanto ao assunto. Aproveitamos para agradecer ao leitor anônimo que nos enviou essa matéria pedindo-lhe que da próxima vez se identifique.

Comentários

  1. Também achei estranho a comparação com os EUA, visto que eles já conseguiram fazer funcionar o X-43, que andou a 7 000 km/h em 2005. É verdade que o X-51 falhou, mas mostra que por lá já conseguiram fazer testes que estão dando frutos, e por aqui somente nos laboratórios é que em teoria estamos procurando efeitos, e realmente precisamos de testar (e daí espero também que o autor do texto esteja certo ao dizer que será este ano), para ver se o nosso veículo que voará a mach 10 realmente funcionará. Se sim, aí estaremos batendo um record, mas sem esse teste sabemos que os EUA e a Austrália estão a nossa frente por terem conseguido obter algum exito nos seus testes. Na Europa também estão bastante avançados no que concerne a projetos parecidos e a própria DLR utilizará foguetes brasileiros para testar o seu "Shefex". Aguardamos ansiosamente por noticias do próprio IEAV sobre o assunto... que deve estar sobre sigilo absoluto devido a importancia estratégica do projeto.

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  2. O autor desta notícia foi claramente leviano ao afirmar que o Brasil está em vias de superar os norte-americanos neste tipo de tecnologia. Da onde ele tirou tal ideia?!

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