quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Brasil e o Mundo Pesquisam Propulsão Espacial


Olá Leitor!

Atualmente, tanto no Brasil como em todo mundo, diversas pesquisas vem sendo realizadas na busca de novas tecnologias distintas de propulsão espacial das já tão conhecidas a combustão líquida e sólida usadas nos foguetes atuais. Muitas delas ainda no estágio do desenvolvimento de conceito, outras sendo aplicadas em projetos já em funcionamento e outras que em breve estarão sendo testadas.

O Brasil é um desses países onde as pesquisas estão sendo realizadas nessa área, destacando-se nas pesquisas de Propulsão Hipersônica a Ar Aspirado, Propulsão Hipersônica a Laser, Propulsão a Plasma, Propulsão Iônica a na Propulsão Nuclear Espacial.

A maior parte desse esforço brasileiro na busca dessas novas tecnologias, estão concentrados no Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Professor Henry T. Nagamatsu do Instituto de Estudos Avançados (IAEv), localizado em São José do Campos (SP) que é subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Comando da Aeronáutica (COMAER).

No entanto, outras instituições do país estão envolvidas nas pesquisas de outras tecnologias como é o caso da Universidade de Brasília (UnB), que está desenvolvendo com o apoio do “Programa Uniespaço” da Agencia Espacial Brasileira (AEB), a tecnologia de Propulsão a Plasma por Efeito Hall para espaçonaves e satélites e o Laboratório Associado de Plasma (LAP) do Centro de Tecnologias Especiais (CTE) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que esta desenvolvendo a tecnologia de Propulsão Iônica visando aplicação como sistemas de propulsão secundária para controle de atitude de satélites, e como sistemas de propulsão primária para colocação em órbita de veículos e sondas espaciais.

Visando o desenvolvimento das tecnologias de Propulsão Hipersônica a Ar Aspirado, Propulsão Hipersônica a Laser e também a tecnologia de Reentrada Atmosférica que o Brasil vem desenvolvendo para o Projeto da Plataforma SARA, o IEAv inaugurou em dezembro de 2006 no Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Professor Henry T. Nagamatsu um equipamento essencial para que o país possa alcançar seu objetivos nos próximos anos.

Trata-se do Túnel de Vento Hipersônico Pulsado T3, totalmente desenvolvido e fabricado no Brasil pelo IEAv, sendo que o mesmo é o maior Túnel Hipersônico da América Latina e um dos cincos em atividade no mundo.

Segue abaixo alguns vídeos que apresentam o que esta sendo atualmente pesquisado no Brasil e no mundo na área de novas tecnologias de propulsão espacial.

Duda Falcão


Vídeo Apresentado na Inauguração
do Túnel T3 em Dezembro de 2006


Matéria Exibida 15 de dezembro de 2006
Jornal Vanguarda TV - TV Vanguarda - Rede Globo


Matéria Exibida em 17 de fevereiro de 2007
Jornal do SBT - SBT


Promising New Space Engines
are
Opening the Solar System (ESA)
Space.com


Star Trek's Warp Drive - Are We There Yet?
Space.com

terça-feira, 29 de setembro de 2009

INPE Inaugura Laboratório e Estação no Interior Paulista


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (29/09) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) informado que nesta quarta-feira (30/09) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estará inaugurando o Laboratório de Captura de CO2 e a Estação de Sensoriamento Remoto Marinho, na Unidade Regional de Cachoeira Paulista (SP).

Duda Falcão

INPE Inaugura Equipamentos para
Monitoramento Marinho e Captura de CO2

29/09/2009

Nesta quarta-feira (30), às 14 horas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCT) inaugura, na Unidade Regional de Cachoeira Paulista (SP), o Laboratório de Captura de CO2 e a Estação de Sensoriamento Remoto Marinho.

Os projetos de monitoramento marinho e de captura de CO2 atuam de forma independente. Vinculado à Rede Temática de Mudanças Climáticas, o laboratório desenvolverá tecnologias para a captura e o armazenamento seguro e econômico do gás CO2 emitido nos processos de combustão para geração de energia.

Já a Estação de Sensoriamento Remoto, inserida na Rede Temática de Monitoramento Ambiental Marinho, irá receber, processar e distribuir em tempo quase real dados de satélites para a detecção de poluentes na superfície do mar, estudo de ecossistemas e recursos naturais marinhos. Ela também vai estimar parâmetros como direção e intensidade de correntes e campo de ventos, altura de ondas, entre outros.

Além dos cientistas e técnicos envolvidos, participam da solenidade dirigentes do INPE e da Petrobras, que financiou projetos para estas novas instalações.

Data: 30/09/2009
Horário: 14h
Local: INPE - Unidade Regional de Cachoeira Paulista, Rodovia Presidente Dutra, km 40 SP/RJ


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: É o INPE se qualificando cada vez mais para prestar um melhor serviço a sociedade brasileira.

9º Congresso Latino-Americano de Satélites


Olá leitor!

Irá acontecer nos próximos dias 01 e 02/10, na cidade do Rio de Janeiro, o 9º Congresso Latino-Americano de Satélites, evento esse que ocorre anualmente e que reunirá representantes da indústria de satélites de telecomunicações, operadores e autoridades visando debater temas importantes relativos ao setor.

Nessa edição serão realizadas palestras sobre os projetos de satélites de comunicações que estão em desenvolvimento na América Latina, como por exemplo, o programa Arsat, da Argentina, e o programa colombiano Satcol, entre outros assuntos.

No último dia do evento o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, fará uma apresentação sobre o "Plano Estratégico do Governo Brasileiro para o Setor Espacial", além de realizar palestras sobre o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) e das aplicações do mesmo no controle de tráfego aéreo e no controle do espaço aéreo brasileiro.

Duda Falcão

Comentário: Importante evento onde serão discutidas as ações em atividades espaciais atualmente em andamento na America Latina e principalmente no Brasil. Fico aqui na torcida para que após a realização desse evento, possamos colher maiores informações sobre o atual estágio do projeto do satélite SGB, como também dos principais projetos espaciais do país.

Pesquisadores do ON Desenvolvem Novo Instrumento


Olá amigos!

Segue abaixo uma notícia publica na revista Pesquisa FAPESP (edição de setembro de 2009) destacando o desenvolvimento pelos pesquisadores do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro, de um instrumento chamado “heliô­metro”, destinado ao monitoramento contínuo das variações da forma e do diâmetro solar.

Duda Falcão

Linha de Produção

Aparelho Mede o Sol

Edição Impressa 163
Setembro 2009


© Eugênio Reis/ON
Heliômetro Registra 8 Mil Imagens por Hora

Pesquisa FAPESP - Um instrumento chamado heliô­metro, destinado ao monitoramento contínuo das variações da forma e do diâmetro solar, informações que podem ser empregadas no estudo de mudanças climáticas em grande escala, foi desenvolvido por pesquisadores do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro, utilizando uma antiga técnica astronômica. “Resgatei o princípio óptico do heliômetro e utilizei tecnologias atuais, como espelhos feitos com material cerâmico, câmeras digitais e tubos de fibra de carbono para manter o instrumento geometricamente estável”, explica o pesquisador Victor D’Ávila, integrante do Grupo de Instrumentação e Referência em Astronomia Solar (Girasol) e projetista do heliômetro. “Há muito tempo nos interessamos pelas variações do diâmetro do Sol e do achatamento dos polos solares”, relata. Esses estudos vinham sendo conduzidos há pelo menos três décadas pelo grupo com outro aparelho, que consegue registrar 1.800 imagens por dia do diâmetro solar. Com o heliômetro, que teve apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), é possível captar 8 mil imagens por hora, o que significa maior precisão nas medidas da forma e do diâmetro solar.


Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - núm. 163 - setembro de 2009

Comentário: Como o leitor pode notar, exemplos não faltam do desenvolvimento da Astronomia em nosso país. Parabéns aos pesquisadores dos ON pelo desenvolvimento desse instrumento e sucesso no uso do mesmo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Pesquisador Fala Sobre Utilidades de Imagens de Satélites


Olá amigos!

Segue abaixo uma notícia postada hoje dia (28/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informado que o pesquisador José Carlos Epiphanio, apresentará nesta quarta-feira (30/09) em São Paulo, a palestra intitulada "Como o Sensoriamento Remoto Pode Transformar um País", durante a realização do seminário “1001 Utilidades das Imagens de Satélite - Descubra Como as Imagens Orbitais e Aéreas Podem Ampliar os Resultados da sua Empresa”.

Duda Falcão

Pesquisador do INPE Fala Sobre as Utilidades das Imagens de Satélites

28/09/2009

"Como o sensoriamento remoto pode transformar um país" será o tema abordado por José Carlos Epiphanio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), nesta quarta-feira (30/9), em São Paulo, durante o seminário “1001 Utilidades das Imagens de Satélite - Descubra como as imagens orbitais e aéreas podem ampliar os resultados da sua empresa”.

José Carlos Epiphanio coordena o Segmento de Aplicações do Programa CBERS, cujos satélites desenvolvidos pela parceria entre Brasil e China fornecem dados para monitorar desmatamentos, a expansão da agropecuária, planejamento urbano, entre outras utilidades.

O seminário, que pretende mostrar como a tecnologia de Observação da Terra pode contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil, começa às 13h30 no Bourbon Convention Ibirapuera.

Durante todo o evento, serão discutidas as opções de satélites disponíveis; os novos sensores; como escolher entre fotos aéreas e imagens de satélite; as tendências do sensoriamento remoto; as aplicações das imagens de satélite na zona rural; atualização dos mapas e novos modelos de negócios. Também serão apresentados os detalhes que diferenciam cada tipo de imagem aérea e orbital e suas diversas aplicações.

A programação completa do evento está disponível no site www.mundogeo.com.br/seminarios/1001


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

INPE Comemora a Oferta Gratuita de 1 Milhão de Imagens


Olá amigos!

Segue abaixo uma notícia postada hoje dia (28/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informado que 1 milhão de imagens já foram distribuídas pelo instituto pela internet sem qualquer custo.

Duda Falcão

INPE atinge 1 Milhão de Imagens Distribuídas sem Custo
pela Internet. Mais de 70% são do satélite CBERS

28/09/2009

Pioneiro na oferta gratuita pela internet de dados de satélites de média resolução, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) ultrapassou nesta segunda-feira (28/9) a marca de um milhão de imagens distribuídas através do endereço http://www.dgi.inpe.br/CDSR/

A política de dados livres adotada pelo INPE fez do Brasil um exemplo mundial na área de Observação da Terra, tornando o Sensoriamento Remoto uma ferramenta de fácil acesso. O sucesso desta iniciativa pioneira levou outros países, como os Estados Unidos, a também disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução.

A distribuição gratuita através da internet começou em 28 de junho de 2004, com as imagens do CBERS-2 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Logo após, o INPE tornou livre o acesso às imagens históricas dos satélites LANDSAT. Atualmente o Centro de Dados de Sensoriamento Remoto do Instituto, instalado em Cachoeira Paulista (SP), tem disponíveis imagens dos satélites CBERS-2 e 2B e Landsat 1, 2, 3, 5 e 7. As imagens de todos estes satélites são fornecidas sem custo para qualquer usuário do mundo.

Do total distribuído, o Programa CBERS é responsável por 716.889 imagens (destas, 460.480 são do satélite CBERS-2 e 256.409, do CBERS-2B). Da família LANDSAT foram distribuídas neste período 283.123 imagens (8.569 do Landsat-1; 16.247 do Landsat-2; 7.022 do Landsat-3; 230.783 do Landsat-5 e 20.502 do Landsat-7).

O Brasil possui um dos acervos de imagens de satélites mais antigos do mundo, pois recebe os dados LANDSAT desde 1973 através da estação do INPE em Cuiabá (MT). Lançado em 1972, o Landsat-1 foi o primeiro equipamento orbital de sensoriamento remoto de recursos terrestres, sendo o Brasil o terceiro país a receber este tipo de imagem, depois apenas dos Estados Unidos e Canadá.

Os países da América do Sul que estão na abrangência da estação de Cuiabá são os mais beneficiados e, em breve, os países da África também poderão contar com imagens gratuitas de seus territórios, pois já foram assinados memorandos para a recepção do satélite sino-brasileiro CBERS em estações de Ilhas Canárias, África do Sul e Egito, e está em negociação a instalação de uma antena no Gabão.

Dados CBERS

Responsável por mais de 70% das imagens distribuídas pelo INPE, o Programa CBERS foi decisivo para disseminar o uso do sensoriamento remoto orbital. Recentemente, o INPE promoveu uma pesquisa que avaliou o índice de satisfação dos usuários com a qualidade das imagens CBERS e a quantidade de pessoas contratadas para trabalhar com dados do satélite.

Os resultados da pesquisa deixaram evidente que a difusão gratuita de imagens de satélites ajudou a ampliar significativamente a comunidade de brasileiros que usa diretamente os resultados do programa espacial. Dos cerca de 15.000 usuários cadastrados, 3.470 responderam ao questionário e, destes, 1.100 afirmaram ter obtido trabalho por causa da disponibilidade das imagens CBERS. Outra revelação importante da pesquisa é que mais da metade declarou que não utilizava imagens de satélites antes de ter acesso às imagens CBERS do INPE.

"Ao estabelecer a sua política de dados livres o INPE pensou no impacto e na efetividade de seus resultados. Aposta ganha com louvor", declara o coordenador de Observação da Terra do Instituto, João Vianei Soares.

Responsável pelo estabelecimento da política de acesso livre, o diretor do INPE, Gilberto Câmara, considera que “a oferta gratuita dos dados permite um gerenciamento muito melhor dos recursos terrestres de nosso planeta, essencial em tempos de mudanças ambientais globais.”

Imagem1: Desmatamento na região de Altamira (PA),
registrado pelo satélite Landsat em 1996

Imagem2: Imagem registrada pelo satélite Landsat em 2006,
na mesma região de Altamira (PA) mostra a evolução do desmatamento

Imagem do satélite CBERS-2 da região de Porto Alegre (RS)
mostrando parte da Lagoa dos Patos


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Parabéns ao INPE pela marca alcançada e principalmente pelo pioneirismo mundial na oferta gratuita pela internet de dados de satélites de média resolução.

CRS/INPE Promoveu Workshop do Convênio com a UFSM

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje dia (28/09) no site do INPE informado que o Centro Regional Sul do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRS/INPE) promoveu entre os dias 23 e 25 de setembro um workshop para apresentação dos trabalhos desenvolvidos em convênio com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Duda Falcão

Workshop do Convênio Entre CRS/INPE e UFSM

28/09/2009

O Centro Regional Sul do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRS/INPE) promoveu entre os dias 23 e 25 de setembro um workshop para apresentação dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do convênio com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), bem como discutir o andamento da parceria entre as duas instituições.

Participaram do workshop: João Braga, coordenador dos Centros Regionais do INPE; Antonio Lopes Padilha, coordenador de Ciências Espaciais e Atmosféricas; Afranio Almir Righes, chefe do CRS/INPE, Felipe Muller, vice-reitor da UFSM, Damaris Kirsch Pinheiro e Fátima Mattiello, coordenadoras do convênio, além de professores da UFSM e servidores do INPE que integram os planos de trabalhos do convênio.

O convênio de cooperação técnico-científica entre o INPE e a UFSM engloba atividades em Ciências da Terra, do Sistema Solar e do Espaço Exterior, Meteorologia, Observação da Terra, Engenharia, Tecnologias Associadas e Informática.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: O CRS/INPE vem realizando um convenio com a UFSM que tem rendido bons frutos. Um deles que não é citado nesta nota é o satélite NANOSATC-BR (o primeiro cubesat brasileiro) que esta sendo desenvolvido pelos alunos da universidade com o apoio e orientação do INPE (veja aqui as notas NANOSATC-BR, o Primeiro CubeSat Brasileiro , O Primeiro Cubesat Brasileiro - NONOSATC-BR) .

EMBRACE - I Workshop Sobre Programa de Clima Espacial


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje dia (28/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informado que o I Workshop de Clima Espacial (EMBRACE) ocorrerá no instituto no período compreendido entre os dias 01 e 3/10.

Duda Falcão

INPE realiza I Workshop de Clima Espacial

28/09/2009

Começa nesta quinta-feira (01/10), no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o I Workshop sobre o Programa de Clima Espacial – EMBRACE. O evento termina no sábado (03/10).

O objetivo do workshop é debater as experiências internacionais de outros centros de previsão do clima espacial e apresentar as especificidades do programa brasileiro e sua relevância para o monitoramento de fenômenos de cintilação ionosférica na região sub equatorial e da região da anomalia geomagnética do Atlântico Sul, e sua liderança como centro de previsão na América do Sul.

Foram convidados pesquisadores de outros países onde já existe operacionalização de serviços de monitoramento e previsão de eventos associados ao Clima Espacial para discutir os rumos tomados e os próximos passos a serem empreendidos pelo EMBRACE.

Confira o programa completo

EMBRACE

O EMBRACE (Estudo e Monitoramento BRAsileiro do Clima Espacial), em desenvolvimento no INPE, tem como objetivo operacionalizar um serviço de monitoramento e previsão de eventos relacionados com o Clima Espacial, que afetam diversos sistemas tecnológicos instalados no planeta, tanto no espaço quanto na superfície terrestre, interferindo na vida cotidiana.

Dentre os eventos mais evidentes estão a distribuição de energia elétrica por linhas de transmissão; a distribuição de gás por gasodutos e de petróleo por oleodutos; as telecomunicações por satélite; os satélites de observação da terra para estudos de meio ambiente e os satélites instalados no espaço para observação do sol e do espaço profundo; o sistema de localização por GPS usados nos sistemas de navegação marítima, aérea e terrestre e a proteção da vida de radiações ionizantes.

O EMBRACE teve início em 2008 e desde então integra uma rede internacional de alerta de clima espacial – ISES. O programa do INPE é singular em relação às demais iniciativas do mundo por ter um foco voltado para região subequatorial, que inclui a Anomalia Geomagnética do Atlântico Sul.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Mais um evento do INPE de importância significativa onde se discutirá o clima espacial. Em 2001, os russos propuseram um projeto de cooperação com o Brasil para o lançamento da primeira sonda brasileira de espaço profundo que ficaria conhecido posteriormente como satélite MCE (Monitor de Clima Espacial), mais que infelizmente por alguma razão não foi à frente. Em 29/12/2001 o Jornal Folha de São Paulo publicava a matéria Brasil pode ter primeira sonda espacial sobre esse projeto que o leitor pode conferir aqui. Será que durante esse workshop essa proposta será reavaliada? Não sei, vamos aguardar.

Cooperação Brasil - Bélgica


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/09) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista Andre Mileski informado sobre um acordo de cooperação na área espacial que será assinado ente a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Centro Espacial de Liège, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Bélgica entre os dias 4 e 5 de outubro.

Duda Falcão

Cooperação Brasil - Bélgica

27/09/2009

Entre os dias 4 e 5 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará visita oficial à Bélgica, acompanhado de importante comitiva do governo e de setores empresariais. Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, durante a visita serão assinados alguns atos e instrumentos bilaterais, inclusive um na área espacial: um acordo de cooperação entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Centro Espacial de Liège, ligado à Universidade de Liège. O comunicado do Planalto não fornece maiores detalhes sobre a natureza do acordo e os tópicos envolvidos.

O Centro Espacial de Liège (Centre Spatial de Liège - CSL) é um instituto de pesquisa e testes belga especializado em aplicações e cargas úteis relacionadas a instrumentos óticos, detectores, metrologia e equipamentos para testes. O CSL está envolvido em grandes projetos, como o do telescópio JWST (futuro substituto do famoso telescópio espacial Hubble, da NASA), além de outras iniciativas e missões da Agência Espacial Européia.


Fonte: Blog Panorama Espacial - André Mileski

Comentário: Todo acordo que venha somar, que envolva desenvolvimento conjunto de tecnologias ou transferência de tecnologia, e não venha atrapalhar os acordos já em andamento, evitando assim a falta de foco e desperdício de tempo e dinheiro, será sempre bem vindo ao Programa Espacial Brasileiro. Contanto que não sejam acordos de ordem política e que realmente venham ser estabelecidos para suprir as necessidades ainda pendentes do programa.

domingo, 27 de setembro de 2009

A Plataforma SARA e a Pesquisa nas Alturas


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje dia (27/09) no jornal do Correio Braziliense sobre o projeto da Plataforma SARA que se prepara para seu primeiro lançamento que está previsto para ocorrer em 2010.

Duda Falcão

Pesquisa nas Alturas

Brasil prepara cápsula que poderá ficar 10 dias em vôo orbital para a realização de experimentos em baixa gravidade. Primeiro teste de lançamento deve ser realizado no próximo ano

Gisela Cabral
27/09/2009


A microgravidade é uma grande aliada de estudos desenvolvidos nas mais diversas áreas, entre elas a medicina, a biologia e a biotecnologia. Por isso, o Brasil se prepara para, nos próximos anos, ser capaz de lançar ao espaço uma cápsula com a qual poderão ser realizados experimentos estratégicos em órbita de baixa altitude (cerca de 300km). A iniciativa faz parte do projeto do Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), desenvolvido com tecnologia e mão de obra nacionais e gerenciado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), um dos centros de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Comando da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP).

Não é de hoje que ambientes gravitacionais próximos a zero são utilizados em pesquisas. Exemplos disso são as estações espaciais Mir e Skylab, desenvolvidas, respectivamente, pela Rússia e pelos Estados Unidos, entre as décadas de 1970 e 1980. Segundo os cientistas, a microgravidade propicia estudos como os de novos medicamentos destinados ao tratamento de doenças diversas, como câncer e diabetes. Além disso, a cultura de células e tecidos, no ramo da biologia, e o desenvolvimento de semicondutores, voltados para a indústria eletrônica, também podem ser beneficiados.

No Brasil, a empreitada é pioneira. Segundo o gerente do Sara e pesquisador da Divisão de Sistemas Espaciais do IAE, Luis Loures, estão previstas quatro etapas para projeto. A primeira delas recebeu o nome de Sara Suborbital e poderá ser testada em 2010. Nela, a cápsula será lançada acoplada a um foguete e entrará em ambiente de microgravidade, para, cerca de oito minutos depois, retornar à Terra (veja arte). “Nessa fase, também serão desenvolvidos, entre outros fatores, a eletrônica de bordo, o conhecimento da estabilidade da cápsula em vôo na atmosfera, o sistema de pára-quedas, além do módulo para a realização dos experimentos”, explica Loures.

Segundo Veículo

Os ensaios funcionais são de extrema importância e serão feitos quantas vezes forem necessárias para a solução de problemas, segundo o pesquisador. Isso porque dados europeus mostram que as taxas de falha de alguns sistemas podem chegar a 20%. “No segundo veículo, ou etapa, criaremos um sistema de controle de altitude, importante para definir as posições relativas durante o vôo. Será desenvolvido ainda o motor de reentrada, que possibilitará a frenagem da cápsula em órbita, para que ela entre na atmosfera. Essa operação deverá ser feita com todo o cuidado, para que a cápsula caia no local pretendido”, diz.

De acordo com o responsável pelo projeto, o terceiro veículo atuará em escala orbital e terá capacidade de permanecer cerca de duas horas no espaço. O quarto e último veículo será importante para o aprimoramento do escudo térmico da cápsula, além do desenvolvimento da capacidade de armazenamento de energia. “A idéia é que cada fase dure, em média, quatro anos”, afirma. Loures diz que o objetivo é chegar a uma cápsula que possa ficar até 10 dias em órbita terrestre.

O IAE conta com o apoio da empresa de engenharia Cenic, responsável pela industrialização da plataforma de lançamento. Parte da tecnologia dos próximos veículos também está em desenvolvimento. A plataforma para controle de altitude será criada pelo projeto Sensores Inerciais Aeroespaciais (SIA), com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Já os materiais capazes de suportar altas temperaturas estão sendo criados pela Divisão de Materiais do IAE e deverão voar como experimentos na plataforma Shefex 2, sigla de um programa espacial alemão de sucesso.

O programa brasileiro pretende ser, no futuro, uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes e equipamentos espaciais a um baixo custo. “O que abre interessantes chances de negócios no Brasil e no exterior, além de realizar pesquisas em microgravidade”, afirma Loures.

Diversos estudantes também participam do projeto. Um deles é Artur Arantes, 23 anos, aluno da Universidade do Vale do Paraíba (Univap). Para ele, a experiência é encarada como um grande aprendizado profissional. “No momento, estou atuando nos cálculos estruturais e me sinto lisonjeado por participar de algo tão importante”, enfatiza. Já o aluno de doutorado do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) Eduardo Henrique de Castro, 28, também auxilia na coordenação do projeto. “É uma área que tende muito a crescer e pode servir para o desenvolvimento de pesquisas de extrema importância”, avalia.


Ouça pelo link abaixo a entrevista do pesquisador da Divisão de Sistemas Espaciais do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Luis Loures, que fala sobre o projeto SARA:

http://www.correiobraziliense.com.br/page/215/podcast.shtml#video_21845


OBS: Caso o leitor quiser receber uma cópia da arte apresentada na matéria com uma melhor resolução é só entrar em contato pelo e-mail do blog que enviarei com o maior prazer.


Fonte: Jornal Correio Braziliense - 27/09/2009

Comentário: Sou um entusiasta desse projeto e da tecnologia de reentrada atmosférica que esta sendo desenvolvida para a Plataforma SARA desde que a mesma foi proposta há quase 10 anos. O domínio dessa tecnologia (somente os EUA, a Rússia e a China dominam a tecnologia atualmente) permitirá ao Brasil um grande salto tecnológico abrindo um enorme leque de oportunidades para novos projetos e parcerias estratégicas com outros países. No entanto, a notícia de que cada fase (serão mais três) durará em média, quatro anos, o que significaria mais 12 anos no mínimo (2022), é muito frustrante, levando-se em conta que o projeto foi proposto há quase dez anos. Sinceramente faço votos que não seja necessário tanto tempo para que essa tecnologia seja alcançada. Outra coisa importante a se observar e que não vem a meu ver tendo a importância devida é a utilidade que o foguete VS-40 estará alcançando nos próximos três anos tanto no Brasil quanto no exterior. Além do mesmo ser utilizado no vôo da Plataforma SARA suborbital no segundo semestre de 2010 e no vôo do experimento europeu SHEFEX-2 em março do mesmo ano, o VS-40 foi escalado também para ser usado no lançamento do primeiro vôo teste da espaçonave brasileira não tripulada 14-X em 2012. Com isso, esse foguete que até então havia feito somente dois vôos (Operação Santa Maria em 1993 e na Operação Livramento em 1998) começa demonstrar a sua versatilidade como plataforma de lançamento para diversos projetos no Brasil e no exterior. Caso o mesmo saia vitorioso nessas missões, certamente estará atraindo o interesse dos europeus da mesma forma que o seu primo VSB-30 atraiu, abrindo assim uma nova oportunidade de mercado para o Brasil.

sábado, 26 de setembro de 2009

IAE Estuda Parceria para Lançador de Pequeno Porte


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (25/09) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski, abordando o potencial do mercado de lançamentos espaciais de pequenas cargas úteis em órbita baixa.

Duda Falcão

Mercado para Lançador de Pequeno Porte

25/09/2009

Um dado interessante para se dimensionar o tamanho em potencial do mercado de lançamentos espaciais de pequenas cargas úteis em órbita baixa. Em outubro de 2008, segundo dados repassados por integrante do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA), havia aproximadamente 250 projetos de desenvolvimento e construção de micro e minissatélites em curso no mundo.

A tendência é que o número de projetos cresça no futuro, se for levado em conta o estudo da consultoria Euroconsult sobre o mercado mundial de satélites para os próximos dez anos (período de 2009 a 2018) (vejam a postagem "Mercado mundial de satélites entre 2009-2018"). É com base nestes números que o IAE/CTA considera uma parceria com algum player estrangeiro para o desenvolvimento e operação de lançador de pequeno porte. Como já noticiou o blog no passado, a européia EADS Astrium, e empresas da Rússia e Ucrânia demonstraram interesse nesta parceria.


Fonte: Blog Panorama Espacial - André Mileski

Comentário: O companheiro jornalista Mileski está absolutamente certo quanto ao aumento do mercado de lançamentos espaciais de pequenas cargas úteis em órbita baixa. A meu ver o Brasil não pode e não deve deixar de participar desse mercado, caso queira ser um player ativo dentro do clube dos países que detém a tecnologia de acesso ao espaço. No entanto, há de se fazer algumas considerações sobre essa possível parceria que o IAE/CTA esta estudando com algum player estrangeiro para o desenvolvimento e operação de um lançador de pequeno porte. No caso da EADS Astrium, que se não me engano é uma empresa onde a sua tecnologia de foguetes é diluída entre vários países europeus, tornar-se a meu ver um fator complicador. No caso dos ucranianos, os foguetes fabricados pelos mesmos possuem tecnologias sensíveis de origem russa (veja o caso do Cyclone-4) que também é um fator complicador. Já no caso dos russos, onde toda a tecnologia é desenvolvida por eles, e pelo fato do Brasil já ter um acordo assinado, homologado e pelas boas relações em andamento, me parece que seria a melhor opção, caso a mesma venha a ser adotada. Além disso, o próprio IAE já tem um projeto (que está parado pelo que sei) de um lançador chamado VLM (Veículo Lançador de Microsatélites) que só necessitaria ser aprimorado e concluído com a orientação e supervisão dos russos, ganhando-se com isso um tempo precioso. Porém, estamos falando de decisões políticas e ai a coisa pega, principalmente em relação a um país como essa nação tupiniquim que tanto amamos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

IEAv - II Workshop sobre Efeitos das Radiações Ionizantes


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (25/09) no site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) informado que o "II Workshop sobre Efeitos das Radiações Ionizantes em Componentes Eletrônicos e Fotônicos de Uso Aeroespacial", acontecerá entre 28 e 30 de outubro, em São José dos Campos-SP.

Duda Falcão

25/09/2009

O Instituto de Estudos Avançados é líder nacional em estudos sobre radiações ionizantes. Atualmente executa o projeto denominado PEICE - Estudo dos Efeitos da Radiação Ionizante em Componentes Eletrônicos e Fotônicos (financiado pela FINEP) voltado para o desenvolvimento de uma plataforma para o estudo dos efeitos desta radiação em diversos tipos de componentes e dispositivos de aplicação aeroespacial. A organização do evento faz parte das atividades sob coordenação do Laboratório de Radiações Ionizantes (LRI).

O II Workshop sobre Efeitos das Radiações Ionizantes em Componentes Eletrônicos e Fotônicos de Uso Aeroespacial, acontecerá entre 28 e 30 de outubro de 2009, em São José dos Campos-SP, no Parque Tecnológico da UNIVAP.

Este Workshop visa ampliar as discussões iniciadas em outubro de 2008 no primeiro workshop, com o objetivo de identificar as necessidades específicas da iniciativa privada, das instituições de pesquisa e das Agências governamentais envolvidas com o Programa Espacial Brasileiro, a fim de criar novos projetos voltados para atender demandas de prazo mais curto. Visa, também, discutir as questões dos efeitos das radiações e a relevância de se criar uma rede de pesquisa voltada para atender as necessidades brasileiras numa das principais áreas estratégicas para o País, que é a área aeroespacial.

A programação do evento inclui mini-cursos, palestras de entidades de fomento e coordenação de P&D do setor Aeroespacial, apresentações de institutos de pesquisa, universidades e empresas, todos ligados ao setor Aeroespacial. Estão convidadas as seguintes
entidades: MCT, BNDES, INPE, CTI, AEB e AIAB.

Não há taxa de inscrição para o workshop, nem para os cursos.

Inscrições e maiores detalhes:

http://www.ieav.cta.br/peice/index.php
Contato: comissaoPEICE2009@ieav.cta.br


Fonte: Site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv)

Comentário: Muito bom que esses eventos de troca de informações e exposições de idéias estejam sendo realizados cada vez mais nos institutos que integram o esforço nacional em prol do Programa Espacial Brasileiro. Não poderia ser diferente com esse evento e eu desejo ao IEAv sucesso na realização do mesmo.

Novo Ensaio do Foguete VLS


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (25/09) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) informado que foi concluída 2ª Fase do Ensaio do Sistema de Separação do 1º/2º Estagio do VLS-01.

Duda Falcão

Ensaios do VLS-01

25/09/2009

Nesta semana foi concluída a 2ª Fase do Ensaio do Sistema de Separação do 1º/2º Estagio do VLS-01 com a realização do ensaio funcional dos atuadores de separação de estágios, utilizando Sistema Pirotécnico de Corte (COL). As equipes envolvidas no ensaio foram:

- Laboratório de Ensaios Dinâmicos (AIE-E/LEDE);
- Preparação e Integração de Veículos (AIE-LPI);
- Registro de Imagem (AIE-LRI);
- Laboratório de Pirotecnia (APE-X); e
- Segurança do Trabalho (AVD-S).


Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Por todos ensaios que vem sendo realizados pelo IAE até agora, tudo leva a crer que o primeiro vôo tecnológico do VLS-1 atenderá o cronograma de lançamento previsto para o final do segundo semestre de 2010, mas ainda dependerá das obras da Torre Móvel de Integração que se encontram em andamento.

O IEAv e os Projetos de Propulsão e Reentrada Atmosférica


Olá leitor!

A cerca de 30 anos, a Direção do antigo Centro Técnico Aeroespacial (CTA), resolveu criar, no então Instituto de Atividades Espaciais (IAE), a Divisão de Estudos Avançados, cujas atividades seriam orientadas, essencialmente, para tópicos avançados em desenvolvimento tecnológico e em ciência pura e aplicada. As atividades técnico-científicas da Divisão receberam um grande impulso, em 22 de agosto de 1977, quando foram inauguradas as instalações definitivas de sua sede.

O crescimento da Divisão de Estudos Avançados ocorreu de forma acelerada, acima das expectativas, o que exigiu um reajuste em sua estrutura, uma vez que a existente, em nível de Divisão, já não era mais suficiente para o cumprimento da missão atribuída.

Em 22 de outubro de 1981, com as novas instalações já em condições mínimas de operação, a Divisão foi autorizada a operar em nível de Instituto do CTA, com a designação Laboratório de Estudos Avançados, desligando-se da estrutura organizacional do IAE e transferindo-se para sua nova localização, no quilômetro no 5,5 da Rodovia dos Tamoios, em São José dos Campos.

Em 2 de junho de 1982, o Exmo. Sr. Presidente da República assinou o Decreto no 87.247, criando o Instituto de Estudos Avançados como parte integrante do CTA, visto que a designação de laboratório estava reservada para instalações de menor porte, com atividades muito específicas

Hoje, o Instituto de Estudos Avançados (IAEv) é um dos centros de excelência no Brasil na área de desenvolvimento de processos e tecnologias avançadas para as atividades aeroespaciais.

Atualmente o instituto vem trabalhando na busca por tecnologias prioritárias e estratégicas (algumas já abordadas aqui no blog) estabelecidas pelo Ministério da Defesa e da Ciência e Tecnologia. São elas:

EAH-E Subdivisão de Hipersônica Experimental
Chefe: Paulo Gilberto de Paula Toro (+55)(12) 3947-5412 [lattes] [email]

Propulsão Hipersônica Aspirada utilizando
Tecnologia de Combustão Supersônica

Essa tecnologia de Combustão Supersônica, inclusa na área prioritária e estratégica “Propulsão com Ar Aspirado” tem atualmente recursos financeiros proveniente de cinco fontes:

- COMAER financia o projeto “Acelerador Hipersônico de Massa” (desde 2001), coordenado pelos Pesquisadores Marco Antonio Sala Minucci e Paulo Gilberto de Paula Toro. A pesquisa visa o desenvolvimento de um veículo acelerador hipersônico capaz de produzir velocidades terminais iguais ou superiores a 8 km/s utilizando combustão supersônica;

- FAPESP financia o projeto “Investigação Experimental Preliminar em Combustão Supersônica” (processo no 2004/00525-7), coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro. A pesquisa visa o estudo da combustão supersônica em túnel de choque hipersônico;

- CAPES financia o projeto “Capacitação de Recursos Humanos para Desenvolvimento de Estato-Reator a Combustão Supersônica” (Programa PRÓ-DEFESA 2005), coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro. Os recursos estão sendo aplicados em bolsas de doutorado (1) e mestrado (5) em desenvolvimento com pesquisa na tecnologia de combustão supersônica;

- FINEP financia o projeto “Caracterização da Combustão Supersônica e Combustão de Propelentes Líquidos por meio de Espectroscopia de Emissão e Absorção”, coordenado pelo Pesquisador Alberto Monteiro dos Santos. O projeto visa desenvolver técnicas de diagnóstico em processos de combustão, inclusive combustão supersônica;

- FINEP financia o projeto “Demonstrador Tecnológico de Estato-Reator a Combustão Supersônica”, coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro. A pesquisa tem o objetivo de projetar e fabricar o demonstrador tecnológico à combustão supersônica, Veículo Hipersônico 14-X, a ser utilizado em teste em vôo atmosférico, em velocidade acima de 1,5 km/s e altitude de aproximadamente 30 km;

- CNPq financia o projeto “Estudo e Especificação de Foguete de Sondagem para Vôo Atmosférico do Demonstrador de Tecnologia da Combustão Supersônica”, coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro. A pesquisa está relacionada à especificação de foguete de sondagem, a ser utilizado como plataforma de lançamento do demonstrador de tecnologia da combustão supersônica, Veículo Hipersônico 14-X.

Propulsão Hipersônica Aspirada utilizando Laser

Essa tecnologia de Propulsão a Laser, inclusa na área prioritária e estratégica “Propulsão com Ar Aspirado” tem atualmente recursos financeiros proveniente de duas fontes:

- FINEP financia o projeto “Demonstrador de Veículo a Propulsão a Laser”, coordenado pelo Pesquisador Marco Antonio Sala Minucci. O projeto tem como objetivo a investigação experimental, em Túnel de Choque Hipersônico, do conceito de Propulsão a Laser aplicado à satelização de nanosatélites;

- FINEP financia o projeto “Laser de CO2 de 1 kW”, coordenado Pesquisador Nicolau André Silveira Rodrigues. O projeto visa o desenvolvimento de laser de CO2 de 1 kW com alta taxa de repetição visando aplicação em Propulsão a Laser;

- CNPq financia o projeto “Propulsão Aspirada Hipersônica utilizando Adição de Energia via Radiação Eletromagnética”, coordenado Pesquisador Marco Antonio Sala Minucci. O projeto tem como objetivo a realização, em Túnel de Choque Hipersônico, de investigação experimental, de Propulsão Aspirada Hipersônica utilizando Adição de Energia via Radiação Eletromagnética.

Aerotermodinâmica de Veículos Aeroespaciais
em Reentrada Atmosférica

Essa tecnologia de Aerotermodinâmica de Veículos Aeroespaciais em Reentrada Atmosférica inclusa na área prioritária e estratégica “Hipervelocidade” tem atualmente recursos financeiros proveniente da:

- AEB financia o projeto “Determinação de novas Condições de Ensaio para o Túnel T2 para o Veículo SARA”, coordenado pelo Pesquisador Artur da Cunha Menezes Filho.

Ainda, a Aerotermodinâmica de Veículos Aeroespaciais em Reentrada Atmosférica recebeu recursos financeiros proveniente da:

- AEB para realização do projeto de pesquisa, “Aerotermodinâmica de Veículos Espaciais em Reentrada Atmosférica”, coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro;

- AEB para realização do projeto de pesquisa, “Investigação Experimental da Aerotermodinâmica de Veículos de Reentrada”, coordenado pelo Pesquisador Marco Antonio Sala Minucci;

- FAPESP para realização do projeto de pesquisa, “Instrumentação dos Túneis de Choque Hipersônico, do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv/CTA, visando Investigação Experimental de Escoamentos Hipersônicos”, coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro.

Duda Falcão


Fonte: Site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv)

Comentário: Como o leitor pode notar o IEAv vem desenvolvendo tecnologias com apoio da AEB/FAPESP/FINEP/CNPq/COMAER/CAPES que futuramente ajudarão muito o Programa Espacial Brasileiro. Esclarecendo ao leitor que as tecnologias que serão utilizadas pela espaçonave 14-X (seu primeiro vôo teste esta marcado para o ano de 2012) e pela plataforma SARA (o primeiro vôo de sua versão suborbital esta marcado para ocorrer em 2010) são tecnologias desenvolvidas no país, e a tecnologia de propulsão a Laser é fruto de uma parceria entre o IEAv e o Air Force Research Laboratory da Força Aérea dos EUA dentro de um programa chamado “International Beamed Propulsion Research Collaboration”, desde que o mesmo foi proposto em 2000.

Inscrição Termina dia 30 para o Cargo de Diretor do INPE


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem dia (24/09) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) informado que dia 30/09 termina o prazo para os interessados em se candidatar ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Duda Falcão

Seleção para Diretor do INPE Termina Dia 30

24/09/2009 - 15:55

Termina na quarta-feira (30) o prazo para os interessados em se candidatar ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em São José dos Campos (SP). O processo de seleção está a cargo de um comitê de especialistas nomeado pelo ministro Sergio Rezende.

Esse sistema de escolha de dirigentes foi adotado pelo MCT para os cargos de direção de todas as suas unidades de pesquisa. A seleção, que dá origem a uma lista tríplice encaminhada ao ministro, é sempre realizada por comitês de especialistas, que buscam identificar, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.

O comitê para o Inpe, é presidido por Marco Antônio Raupp, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), tedo também como integrantes Alberto Passos Guimarães, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Carlos Henrique de Brito Cruz, da Fundação de Apoioà Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Hadil Fontes da Rocha Vianna, Ministro das Relações Exteriores, e Michal Gartenkraut, da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLus).

Podem se candidatar quaisquer pesquisadores ou tecnologistas brasileiros ou naturalizados, que preencham entre outros requisitos, competência profissional reconhecida; visibilidade junto à comunidade científica e tecnológica e experiência administrativa e capacidade de promover a agregação dos funcionários em torno dos objetivos institucionais do Inpe, levando-se em consideração a diversidade de áreas de atuação do instituto.

Os documentos para candidatura ao cargo devem ser enviados em papel e via eletrônica, para o endereço abaixo, abrangendo carta solicitando inscrição da candidatura, curriculum vitae, incluindo produção científica e/ou tecnológica, e texto de até cinco páginas, descrevendo sua visão de futuro para o Inpe e aderência do seu projeto de gestão com o plano diretor do instituto.
Endereço:

Dr. Marco Antônio Raupp
Parque Tecnológico de São José dos Campos
Via Presidente Dutra, km 138 – Bairro Eugênio de Melo
12247-044 - São José dos Campos
Endereço eletrônico: mraupp@lncc.br

O processo seletivo, além da avaliação dos documentos solicitados, inclui apresentação pública de seu plano de gestão e entrevista com o comitê de busca, em local, data e hora a serem previamente anunciados.


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O Brasil e o Espaço


Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado no blog "Panorama Espacial" do companheiro jornalista André Miliski que foi escrito por José Nivaldo Hinckel, engenheiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com uma análise e visão pessoal sobre o Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão

O Brasil e o Espaço

José Nivaldo Hinckel*

1. Porque um programa espacial brasileiro?

A razão primordial para um programa espacial é o acesso aos recursos ímpares da visada global proporcionada pela grande altitude. A visada global abre amplo leque de missões de comunicação e observação com cobertura de grandes extensões da superfície terrestre.A exploração destes recursos, inicialmente para fins estratégicos militares e de defesa, e posteriormente para fins comerciais e científicos, deu origem aos abrangentes programas espaciais americanos e soviético das décadas de 50 a 70 do século passado, refletindo a atuação e interesse globais dos mesmos neste período crítico da Guerra Fria. A partir da década de 70 a Europa (ESA), China, Índia Japão e Brasil deram também grande impulso aos seus respectivos programas espaciais. Estas iniciativas foram também impulsionadas em grande parte por interesses estratégicos destes países; interesses estes relativos aos seus próprios (e vastos) territórios e crescente ampliação de atividades e interações comerciais com outros países e exploração de recursos marítimos.

O Brasil, por sua extensão territorial e distribuição populacional, vastas regiões de fronteira e costa marítima e crescente projeção no cenário internacional é claramente grande beneficiário potencial de exploração intensiva de recursos espaciais.

2. Diagnóstico: Situação Atual.

Uma análise, mesmo superficial, das atividades e projetos em andamento dos programas mencionados acima, torna evidente o descolamento do programa espacial brasileiro em relação aos outros programas, especialmente a partir do início da década de 90. Enquanto esses programas avançaram, tanto na parte de acesso ao espaço com o desenvolvimento de veículos lançadores capazes, com cobertura de largo espectro de missões espaciais, quanto na produção de satélites de comunicações, observação da Terra e exploração científica, o escopo e objetivos do programa brasileiro foram progressivamente encolhidos e postergados.

O programa de veículos lançadores, após três tentativas mal-sucedidas de lançamento, encontra-se em estado vegetativo, com perspectivas praticamente nulas de reativação. O VLS, em sua configuração atual é, para todos os fins práticos, um veículo desacreditado e não há como reaprumá-lo. Efetivamente, os responsáveis pelo programa estão perdidos quanto ao rumo a dar a este VLS, ou o que colocar em seu lugar.

Entra em cena a ACS (Alcântara Cyclone Space). Ao ser desmembrada da União Soviética, a Ucrânia herdou um espólio espacial, com capacidade de produzir foguetes, porém sem ter de onde lançá-los. O que pareceu inicialmente uma barganha para o lado brasileiro e uma redenção para o lado ucraniano, revela-se, entretanto, pesadelo.

O foguete Cyclone 4 utiliza os propelentes NTO/UDMH (Tetróxido de di-nitrogênio / Dimetil Hidrazina Assimétrica). A origem de utilização destes propelentes remonta à corrida por produção de mísseis de longo alcance da segunda metade do século passado. Estes propelentes são estocáveis e podem ficar carregados nos tanques dos foguetes por anos, prontos para o lançamento. E tem também boas características energéticas e propriedades termofísicas que facilitam o projeto e produção dos propulsores destes mísseis.

Entretanto, são altamente tóxicos e os riscos de catástrofe de grandes proporções associada a uma falha nos instantes iniciais do lançamento se revelam difíceis de serem justificados num programa de veículos lançadores. De fato, grande parte dos veículos lançadores que utilizam ou utilizavam estes propelentes; derivados em sua maioria de mísseis balísticos, foi, ou está em vias de desativação. É difícil entender porque o Brasil vai ingressar nesta área seguindo uma trilha que está sendo abandonada por todos os outros competidores.

Politicamente, o programa envolve também um risco considerável, visto que o foguete produzido pela Ucrânia depende, em subsistemas essenciais, de licenças ou itens produzidos na Rússia, que talvez preferisse tratar diretamente com o Brasil.

Logisticamente, a situação não é menos complicada. O foguete é produzido no leste europeu, devendo seguir um longo trajeto para chegar a Alcântara. O deslocamento de pessoal envolvido no lançamento, alojamento e entretenimento acarretam custos elevados. E há adicionalmente o problema de transporte e armazenamento de centenas de toneladas de propelentes altamente tóxicos, que devem ser adquiridos do outro lado do mundo, visto que econômica e ecologicamente a produção local destes não é justificável.

A insistência dos dirigentes da ACS em prever a entrada em operação comercial num prazo inferior a dois anos revela o seu despreparo técnico e gerencial e desconexão com a realidade. A implementação de um programa deste porte, contando com um gerenciamento ágil e proficiente, uma equipe técnica experimente e fluxo de recursos adequado requer pelo menos cinco anos. É difícil assegurar que a ACS conte com este suporte.

Em contraposição, o acordo entre a Arianespace e a Rússia para o estabelecimento e operação de uma plataforma de lançamento do veículo Soyuz a partir da base de lançamento de Kourou, demorou quase uma década e consumiu recursos da ordem de meio bilhão de euros. Há que se perguntar, o que os dirigentes da ACS sabem e que os dirigentes da ESA não sabem, que lhes permita realizar uma tarefa de mesma complexidade, num prazo muito mais curto e com recursos muito mais limitados?

O programa de satélites demonstrou vitalidade inicial com a construção e lançamento dos satélites de coleta e dados. Os satélites de observação, a serem desenvolvidos internamente a partir da década de 80, sofreram sucessivas metamorfoses e adiamentos, sem nenhum lançamento com sucesso até o presente, e com perspectivas pouco promissoras no horizonte previsível.

O programa de desenvolvimento de satélites de sensoriamente remoto em cooperação com a China foi iniciado como uma parceria razoavelmente equilibrada quanto a decisões programáticas e gerenciais e atribuições técnicas. Entretanto, como reflexo do grande descompasso dos respectivos programas nacionais, cresceu enormemente a ascendência técnica, gerencial e programática da parte chinesa, ficando a parte brasileira relegada a atuação coadjuvante, apesar de crescente participação orçamentária no programa.

O desenvolvimento de satélites de comunicações foi praticamente abandonado.

É notável e preocupante a desconexão do programa de satélites conduzido no INPE com os seus clientes potencialmente mais importantes. Um programa de caráter nacional, como se pretende o brasileiro, somente faz sentido se atender a uma gama de missões de interesse nacional amplo; sistema de defesa e uma grande quantidade de organismos que necessitam de comunicações e informações geográficas com cobertura total e contínua do território terrestre e marítimo.

3. Sustentabilidade Técnica e Econômica.

Uma característica importante de atividades econômicas envolvendo complexidade e diversidade tecnológica, ampla infra-estrutura e com longos prazos de maturação, é a elevação crescente do patamar de sustentabilidade técnica e econômica destas empreitadas. Haja vista a grande consolidação empresarial ocorrida em áreas como automobilística, aeronáutica, eletrônica, farmacêutica e inúmeras outras. Não há razão para esperar que a área espacial seja uma exceção a esta tendência.

O ritmo atual de produção e lançamento de 3 a 5 satélites por década é claramente insuficiente para a sustentabilidade técnica e econômica a esta atividade. Do ponto de vista técnico, este ritmo é insuficiente para manter um quadro técnico suficientemente motivado e proficiente para a condução das atividades num patamar mínimo de confiabilidade. Neste ritmo, a proficiência do quadro técnico tende a regredir e é praticamente impossível agregar e treinar novos profissionais para perpetuar o conhecimento adquirido anteriormente.

A ociosidade da infra-estrutura dedicada torna-se também extremamente alta, comprometendo seriamente a proficiências dos operadores de equipamentos caros e complexos.

O envolvimento e contratação de empresas privadas para prestação de serviços e componentes torna-se igualmente proibitivamente caro e arriscado, sobretudo daquelas empresas com grande dependência e dedicação a esta área. A alta intermitência de atividades nestas empresas ocasiona uma grande rotatividade de profissionais e dificuldade de manutenção de capacitação técnica. A inserção destas empresas em outras áreas de atividade é altamente desejável, mas difícil de ser realizada.

4. O que Deve Ser Feito?

Do ponto de vista puramente técnico, a formulação de um programa espacial sustentável e compatível com as necessidades e recursos do Brasil é tarefa que pode ser realizada com razoável confiança por profissionais com vivência prolongada na área e familiaridade com os principais programas espaciais desenvolvidos em outros países. A tarefa consiste em extrair destes programas um núcleo de missões com grau de complexidade não muito elevado, mas que ainda atendam a uma ampla gama de demandas dos diversos setores clientes potenciais de serviços de natureza espacial. Não se pode deixar de notar que os clientes iniciais destes serviços são em sua maioria os diversos órgãos do Estado.

Estas missões devem atender primordialmente demandas de comunicações e observação da Terra e devem prever um ritmo mínimo de três a seis missões anuais num prazo de cinco a dez anos para prover sustentabilidade técnica e econômica ao programa.

É razoavelmente seguro antever que tais missões envolvam a construção de plataformas com massa total de 500 a 4.000 kg em órbita baixa e massa de até 1.500 kg em órbita geoestacionária.

Esta definição fecha também os requisitos básicos de lançamento para um programa de veículos lançadores.

* José Nivaldo Hinckel é coordenador do grupo de propulsão de Departamento de Mecânica Espacial e Controle da ETE/INPE. Responsável técnico pelo projeto de desenvolvimento de propulsores monopropelentes a hidrazina para sistemas de guiagem e controle de atitude e órbita de satélites. É também coordenador do convênio de cooperação técnica entre o MCT/INPE e o MAI (Moscow State Aviation Institute).


Fonte: Blog Panorama Espacial - André Mileski

Comentário: Apesar de ser a opinião pessoal do autor onde não concordo com alguns pontos colocados pelo mesmo em seu artigo, sua visão me faz refletir sobre o que o mesmo diz sobre a ACS. Não tinha conhecimento da toxicidade e dos riscos de acidentes que esses propelentes que serão usados pelo Cyclone-4 poderão causar, ou seja, caso essa informação tenha veracidade, é mais uma coisa que futuramente poderá trazer grandes problemas para a empresa. Sinceramente a cada dia que passa fica claro que dificilmente essa empresa sairá do papel, e se sair, será um ralo por onde descerá rios de dinheiro público. É lamentável!

Brasil Testa Motor do 14-X em Outubro no T3 do IEAv


Olá leitor!

Segue abaixo parte de uma notícia publicada hoje (24/09) no Jornal Valor Econômico destacando a pesquisa de um motor hipersônico que o Brasil esta desenvolvendo no Instituto de Estudos Avançados (IEAv), em São José dos Campos – SP.

Duda Falcão

Brasil Pesquisa Motor Hipersônico com
Velocidade Seis Vezes Superior à do Som

Virgínia Silveira, para o Valor
São José dos Campos


As novas pesquisas sobre velocidade hipersônica mostram que o mundo está cada vez mais perto de superar os desafios que envolvem o desenvolvimento de aeronaves que voam em velocidades cinco vezes superiores à do som. Para se ter uma idéia do que isso significa, o Concorde, que era supersônico, voava duas vezes a velocidade do som.

Com as novas pesquisas em curso, espera-se que num futuro próximo uma viagem entre o Rio de Janeiro e Nova York, por exemplo, seja feita em apenas duas horas. O Brasil não está de fora dessa corrida e a partir do próximo mês começa a testar, em um equipamento chamado túnel de vento, o motor do 14-X, veículo não tripulado, que em sua versão final será capaz de colocar satélites em órbita a velocidades ao menos seis vezes superiores à do som.

O projeto do 14-X conta atualmente com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que, juntos, já destinaram R$ 10,5 milhões ao projeto. Outros R$ 6 milhões estão previstos para este ano, através da Finep.

O veículo, em forma de asa delta, está sendo projetado por Tiago Cavalcanti Rolim, um jovem engenheiro do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em 2005. Na versão para vôo, o 14-X terá 2,5 metros de comprimento e cerca de 300 quilos de peso.

Previsto para fazer seu primeiro vôo em 2012, o 14-X, nome dado em homenagem ao 14 Bis, será lançado por um veículo de sondagem VS40. "Isso porque um motor hipersônico precisa de um foguete, com propulsão sólida, como estágio inicial de lançamento, para que a velocidade hipersônica seja atingida", explica Rolim. Ao nível do mar, o 14-X voará a uma velocidade aproximada de 3 km por segundo.

Em outubro, serão iniciados os testes do processo de combustão do motor do 14-X no T-3, maior túnel de vento hipersônico da América Latina, que está instalado no Laboratório de Aerotermodinâmica do IEAv, órgão do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos.

Pesando mais de 15 toneladas e medindo cerca de 24 metros de comprimento, o T-3 foi construído com recursos também da Fapesp. O projeto custou R$ 2,5 milhões e sua operação foi iniciada em dezembro de 2006. O túnel de vento é uma ferramenta fundamental para testar a eficiência do projeto de um veículo aeroespacial, pois consegue simular, de forma representativa, as condições e o ambiente encontrados durante o vôo.

A reprodução das condições encontradas num vôo hipersônico é uma tarefa ainda mais desafiadora, pois o veículo viaja a velocidades seis vezes superiores à do som. "Além disso, o meio que circunda a aeronave não é somente o ar atmosférico, mas uma mistura de átomos, elétrons e íons, uma situação semelhante a que acontece, por exemplo, com veículos espaciais retornando à Terra", detalha o coordenador do projeto do 14-X, Coronel da Aeronáutica Marco Antônio Sala Minucci.

Segundo o coordenador, durante o vôo hipersônico podem ser geradas temperaturas superiores ao ponto de fusão da maioria dos metais convencionais.

Atualmente, apenas os Estados Unidos e a Austrália viabilizaram o vôo atmosférico de veículos demonstradores, com duração menor que 10 segundos. O veículo demonstrador da Nasa (Agência Espacial Americana) é o X-43 e o HyShot, da Universidade de Queensland, é o demonstrador tecnológico da Austrália.

Em 2004 a Nasa quebrou o recorde de velocidade para uma aeronave com o modelo X-43A, que em apenas dez segundos atingiu 10 mil quilômetros por hora, algo próximo a Mach 10 (10 vezes a velocidade do som). O HyShot atingiu altitude de 300 quilômetros em trajetória vertical, através do foguete Terrier-Orion. No voo descendente o veículo australiano alcançou cerca de 35 quilômetros de altitude e Mach 7.6.

Em continuidade a esse programa, batizado de Hyperx, a Nasa e a Boeing estão desenvolvendo o veículo hipersônico X-51, que fará seu primeiro vôo até o fim deste ano. A velocidade hipersônica alcançada pelo X-43A foi obtida por meio de uma nova tecnologia, a de motores do tipo "supersonic combustion ramjet", conhecida pela sigla scramjet ou motores a propulsão aspirada.

A principal vantagem desses motores, segundo Minucci, é que o oxigênio necessário ao seu funcionamento é retirado do próprio ar atmosférico. "O sistema de propulsão scramjet, ao contrário dos atuais motores-foguete, não utiliza o oxigênio a bordo, que representa mais da metade do seu peso".

Dessa forma, o peso total de decolagem do veículo pode ser reduzido e a quantidade de combustível necessária para a operação do foguete e o próprio veículo podem ser menores, resultando em uma redução significativa nos custos", explica o pesquisador, que também é diretor do IEAv. Segundo ele, mais da metade do peso de um veículo a motor-foguete é devido ao oxidante.

Outra tecnologia de ponta que está sendo utilizada no projeto do 14-X é o conceito "waverider", responsável pela sustentação da aeronave, através da formação de uma onda de choque na parte inferior do veículo. "A tecnologia waverider confere alta razão de planeio ao veículo, que voa mais longe com a mesma quantidade de combustível", destaca Rolim.
CLAUDIO BELLI/VALOR

Tiago Rolim, engenheiro do DCTA, trabalha no desenvolvimento do motor do 14-X

Nova Tecnologia Vai Reduzir Peso e Custo das Aeronaves

Tudo leva a crer que a propulsão hipersônica aspirada, utilizando tecnologia da combustão supersônica, será uma das alternativas mais eficientes de acesso ao espaço no futuro. Os cientistas acreditam que a tecnologia hipersônica poderá viabilizar o desenvolvimento de sistemas de transporte espaciais mais seguros e 100 vezes mais baratos que os atuais veículos que utilizam propulsão convencional (foguetes), baseados em combustíveis sólidos e líquidos.

Um veículo como 14-X, segundo o responsável pelo projeto, Tiago Rolim, não possui partes móveis e utiliza ondas de choque (que se deslocam em velocidades superiores à do som, provocando mudanças abruptas de pressão e temperatura), geradas durante o vôo para a compressão e desaceleração do ar atmosférico em seu interior.

Rolim explica que o ar atmosférico, pré-comprimido pela onda de choque, é aspirado pela entrada da câmara de combustão. “Como o ar atmosférico entra na câmara em velocidade hipersônica, o processo de combustão se dá em regime supersônico, característica da tecnologia scramjet”. Ao utilizar-se do oxigênio presente no ar, a propulsão aspirada é sinônimo de baixo peso, de pouca complexidade, e de baixo custo operacional. (VS)


Fonte: Jornal Valor Econômico

Comentário: Eu considero leitor que esse projeto da espaçonave 14-X (já abordado aqui no blog por diversas vezes) junto com os projetos do VLS, dos motores a propulsão líquida, da plataforma SARA e o do foguete VS-43, os mais relevantes atualmente no Programa Espacial Brasileiro. É claro que existem outros projetos e podemos citar aqui na área de foguetes o Sonda III-A e o VLS-1B, na área de satélites os CBERS-3 e 4, o Amazônia-1, o MAPSAR, o GPM-BR, o SGB, o Sabia-Mar, o ITASAT e outros, além das pesquisas de propulsão a laser e nuclear que estão no momento em desenvolvimento no Instituto de Estudos Avançados (IEAv), em São José dos Campos-SP. No entanto, me parece que o desenvolvimento da tecnologia hipersônica a ar aspirado aplicada nessa espaçonave poderá trazer para o Brasil benefícios não só na área espacial como também no desenvolvimento de novos conceitos de aeronaves para transporte de passageiros. Além disso, a proximidade de seu vôo teste em 2012, colocará o Brasil no clube dos poucos países que dominam essa tecnologia, o que permitirá no futuro parcerias estratégicas com esses países. Parabéns ao jovem engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim pela inovadora iniciativa e ao IEAv e a FINEP/FAPESP/CNPq pelo apoio ao projeto.

AEB Participa da IV Semana de Física da UnB


Olá leitor!

Segue abaixo parte de uma notícia postada ontem (23/09) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando a participação da mesma na IV Semana de Física da Universidade de Brasília (UnB).

Duda Falcão

AEB Participa da Semana de Física da UnB

Coordenação de Comunicação Social / AEB
23/09/2009


A Agência Espacial Brasileira (AEB) participará entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro da IV Semana de Física da Universidade de Brasília (UnB). No evento, estarão expostos painéis e alguns dos experimentos de Astronomia e Astronáutica que fazem parte dos módulos desenvolvidos pelo programa AEB Escola para popularizar a ciência junto a professores e alunos da educação básica.

Os visitantes da Semana de Física poderão ver alguns instrumentos e experimentos como a luneta Galileana, a câmara escura, o espectroscópio, a maquete do Sistema Solar em escala, a maquete das estações do ano, a estabilidade de rotação, o pêndulo duplo, o carrinho foguete, o arremessador de canudos, a tábua de peões e o princípio da bailarina.

Durante a exposição, alunos e professores podem ainda participar de oficinas para confecção de carrinho foguete, de foguete de garrafa pet, de planisfério e da luneta galileana. A participação para as oficinas deverá ser agendada previamente com a coordenação do programa AEB Escola pelo telefone 3411- 5552.

Serviço:


Evento: IV Semana da Física
Local: Universidade de Brasília (UnB) - Laboratório Didático para o Ensino da Física (Ladef) Sala BT 417 Ala Norte do ICC (Minhocão)
Data: 29 de setembro a 2 de outubro
Horário: das 9h às 12h e das 14:30h às 18h


Fonte: Site Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Todo evento que ajude na divulgação do PEB é uma iniciativa necessária e bem vinda, portanto a AEB uma vez mais está de parabéns por participar de um evento como esse. A César o que é de César, diz o ditado, e nesse caso a AEB merece parabéns por demonstrar nesses eventos (onde tem participado) a preocupação em levar ao conhecimento da sociedade brasileira o que esta sendo feito com relação as atividades espaciais no país. Essa interação com a sociedade é extremamente necessária se quisermos um dia ter um Programa Espacial forte e consistente, pois sem o apoio da sociedade (como a história da Astronáutica mundial demonstra) isso jamais será possível.

Pesquisadora da USP Ganha o Prêmio L’Oréal-Unesco


Olá leitor!

Segue abaixo parte de uma notícia postada hoje (24/09) no site da Agência FAPESP destacando o “Prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres” concedido a pesquisadora da USP e a outras 6 pesquisadoras brasileiras.

Duda Falcão


Pesquisadora da USP Ganha Prêmio L’Oréal-Unesco
por Prosposta de Criação de Catalogo de
Estrelas Raras de Grande Massa


24/09/2009

Agência FAPESP - Com o objetivo de incentivar jovens pesquisadoras, o programa L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência premiou sete cientistas brasileiras nesta quarta-feira (23/9), no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Das sete pesquisas contempladas – de um total de 271 inscritas no país –, três são trabalhos com apoio da FAPESP. O Programa L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência é realizado em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e no Brasil conta com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Cada vencedora recebeu bolsa-auxílio no valor de US$ 20 mil para desenvolver seus respectivos projetos no período de um ano.

As ganhadoras paulistas são Sheila Cavalcante Caetano e Lea Tenenholz Grinberg, da Faculdade de Medicina, e Elysandra Figueredo, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), ambas unidades da Universidade de São Paulo (USP).

As demais vencedoras são Flávia Carla Meotti, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alexandra Zugno, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, Annelise Casellato, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Valéria Sandrim, da Santa Casa de Belo Horizonte.

Estrelas Raras

A proposta de criação de um catálogo das estrelas de grande massa, raras na galáxia, resultou no Prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência a Elysandra Figueredo, do Departamento de Astronomia do IAG-USP.

O estudo de Elysandra – que também foi bolsista de doutorado da FAPESP – é parte de sua pesquisa de pós-doutorado sobre a formação de estrelas de alta massa, intitulado “Estrutura espiral da Via Láctea e a formação de estrelas massivas”.

O estudo foi orientado por Augusto Damineli Neto, professor titular e chefe do Departamento de Astronomia do IAG-USP, e realizado no âmbito do projeto de Auxílio à Pesquisa – Regular “Observação e modelagem de estrelas massivas”.

O projeto de Elysandra, “Criação de um catálogo das estrelas de alta massa”, tem como objetivo tentar entender como se dá a formação e quais são os diferenciais e peculiaridades das estrelas de grande massa.

“É difícil ter uma amostragem muito grande dessas estrelas, mas o primeiro passo é conseguir essa amostragem com várias imagens e espectros, para que se consiga construir um modelo em cima de dados concretos”, explicou.

A pesquisadora do IAG criou uma técnica especial com a utilização de infravermelho para medir e avaliar a distância exata dessas estrelas e delinear, da forma mais verossímil possível, os braços da Via Láctea a fim de relatar todas as suas especificidades.

“Conhecemos muito pouco sobre essas estrelas e todo o processo de formação delas ainda é desconhecido. Sua ocorrência é rara – para cada mil estrelas de baixa massa, temos uma de alta massa –, mas elas têm uma importância muito grande no contexto da astronomia”, explicou.

De acordo com Elysandra, existem poucas pesquisas no Brasil sobre esse assunto. E a principal forma de ampliar o conhecimento sobre a formação dessas estrelas é entender qual o processo físico envolvido. Por essa razão é preciso criar um catálogo. “Fiquei muito feliz com o prêmio. É um reconhecimento importante para quem, como eu, está no começo da carreira”, disse.

Caso o leitor queira ler a notícia na íntegra o link para a mesma é:
http://www.agencia.fapesp.br/materia/11110/especiais/jovens-e-premiadas.htm


Fonte: Site da Agência FAPESP

Comentário: Parabéns as pesquisadoras brasileiras pelos prêmios conquistados e em especial a pesquisadora da USP, Elysandra Figueredo. Que é mais um exemplo da qualificação profissional atingida pelos pesquisadores brasileiros na área de astronomia sem precisar com isso de sair do país.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Presidente da AEB Visita CRS/INPE em Santa Maria-RS


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (23/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando a visita do presidente da AEB, o senhor Carlos Ganem ao Centro Regional Sul do INPE (CRS/INPE), em Santa Maria - RS.

Duda Falcão

Presidente da AEB visita CRS/INPE

23/09/2009

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, esteve nesta terça-feira (22/9) no Centro Regional Sul do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRS/INPE), em Santa Maria. Acompanhado do chefe do CRS/INPE, Afranio Almir Righes, o presidente da AEB visitou também o Observatório Espacial do Sul, em São Martinho da Serra, e participou de audiência com o reitor da UFSM, Clovis Silva Lima.

“A pesquisa especial não tem no Brasil a prioridade que deveria ter. A única forma que eu entendo ser possível colocar o espaço na agenda nacional é ter um projeto que transcenda o mandato de um governo”, disse Ganem.

Durante a audiência com o reitor da UFSM, Ganem se mostrou preocupado com a chamada “exportação de cérebros” do Brasil para a Europa e os Estados Unidos, no que diz respeito a pesquisas espaciais. Ganem acredita que isso pode ser revertido em parte por meio da criação de mecanismos de estímulo, como a concessão de bolsas. Ou por meio da criação no Brasil de outras unidades de pesquisa como a existente no campus da UFSM, estimulando a formação de novos profissionais e a sua fixação no país.

“Se o INPE pudesse reproduzir centros análogos a esse em vários lugares do país, nós teríamos uma melhor compreensão dos fenômenos da natureza que atingem as mais diversas regiões do Brasil”, afirmou o presidente da AEB.

Além de Santa Maria (RS), o INPE possui Centros Regionais em Belém (PA) e Natal (RN). Com sede em São José dos Campos (SP), conta com unidades em Cachoeira Paulista (SP) e Cuiabá (MT), e ainda tem instalações em Atibaia (SP), Eusébio e São Luís (MA).

(Com informações da Assessoria da UFSM)

Da direita para esquerda: Afrânio Righes, chefe do CRS/INPE; Carlos Ganem, presidente da AEB; Damaris Kirsch Pinheiro, da UFSM, e Nelson Schuch, do CRS/INPE


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)