quinta-feira, 24 de maio de 2018

AVIBRAS Vai Abrir Nova Unidade em Lorena (SP) Para Atender ao Programa Espacial Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessantíssima noticia postada dia (23/05) no site “Indústria de Defesa & Segurança” destacando que empresa brasileira AVIBRAS irá abrir nova unidade em Lorena (SP) para atender ao “Programa Espacial Brasileiro”.

Duda Falcão

AVIBRAS, BASE INDUSTRIAL DE DEFESA, NOTÍCIAS, PROGRAMA ESPACIAL

AVIBRAS Vai Abrir Nova Unidade
em Lorena (SP) Para Atender ao
Programa Espacial Brasileiro

Por Christiane Sales
Indústria de Defesa & Segurança
23 de maio de 2018


AVIBRAS conseguiu aporte do BNDES para construção de uma nova fábrica em Lorena (SP). Segundo a empresa, a unidade será especializada na fabricação de polímero PBHT (Polibutadieno Hidroxilado),um dos insumos utilizados na fabricação de combustível sólido (propelente) para foguetes e mísseis, com vistas a atender o Programa Espacial Brasileiro e seus contratos para fornecimento de Produtos de Defesa. Ainda de acordo com a AVIBRAS, o investimento da nova fábrica é de mais de R$ 72 milhões para a construção, sendo a maior parte proveniente de recursos próprios da empresa e apenas uma parte desse montante decorrente de financiamento 100% reembolsável do BNDES.


” Essa é uma decisão de investimento da empresa, estratégica para o Brasil e para a AVIBRAS, pois é fundamental para o resgate da soberania nacional na produção de combustível sólido, essencial para as atividades aeroespaciais. O domínio do processo de produção, materializado pela construção da fábrica de PBHT, vai restabelecer a auto-suficiência em sua produção e resguardar o interesse nacional de embargos, uma vez que tal insumo é produzido por poucos países no mundo e nenhum destes no hemisfério sul”, disse a empresa em nota ao site Indústria de Defesa & Segurança.

De acordo com a AVIBRAS, o início das operações da unidade está previsto para o final de 2019. A fábrica estará capacitada para produzir até 2000 toneladas de PBHT/ano. Além das aplicações no mercado de Defesa e Aeroespacial, o PBHT possui várias aplicações como insumo no mercado civil, tais como isolantes, selantes adesivos, impermeabilizantes, encapsulamento, revestimentos, películas, etc. “A produção de PBHT reforça a vocação industrial química dessa planta, que já produz PCA (Perclorato de Amônia), um outro elemento essencial para a fabricação de combustível sólido”, disse em nota. Ainda segundo a empresa, a nova fábrica representará um aumento expressivo de empregos diretos e indiretos na região.

AVIBRAS E O PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO

A AVIBRAS participa do Programa Espacial Brasileiro desde a década de 1960, quando fabricou os primeiros foguetes Sonda I e Sonda II. Nos últimos anos, a AVIBRAS fabricou mais de 500 foguetes de treinamento para serem lançados do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Atualmente participa do desenvolvimento e da fabricação dos motores foguetes S50 do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1), contratada pela Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE) e Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais da Agência Espacial Brasileira.

Com sua expertise no setor aeroespacial no desenvolvimento de soluções tecnológicas nacionais, que remontam desde a pioneira participação no início do Programa Espacial Brasileiro, a AVIBRAS é a única empresa 100% brasileira de capital privado, com competências próprias para integrar veículos lançadores para o Programa Espacial Brasileiro em elaboração pelo governo através do Comitê do Programa Espacial Brasileiro coordenado pelo Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General de Exército Sergio Westphalen Etchegoyen.

Segundo a empresa, é perceptível uma dinamização no mercado de pequenos satélites com aumento de demanda internacional por mais centros de lançamento. “A AVIBRAS acredita que o Brasil pode desempenhar papel relevante no mercado Espacial, pois adquiriu diversas competências básicas através de Pesquisa e Inovação no setor Espaço ao longo de quase seis décadas, desenvolveu uma base industrial competente e possui uma base de Lançamento em Alcântara (CLA), com posição geográfica privilegiada, fatores poucas vezes reunidos num único país. Reconhecida mundialmente pela excelência e pela qualidade de seus produtos e sistemas, a AVIBRAS está entre as 100 maiores empresas exportadoras do Brasil e tem orgulho de integrar a Indústria Estratégica de Defesa Brasileira“, finalizou.


Fonte: Site Indústria de Defesa & Segurança - http://defesaeseguranca.com.br

Comentário: Esta caro leitor é uma grande notícia, mas diante das circunstâncias é difícil de acreditar que venha atingir o efeito desejado. Um Programa Espacial é feito com diversas ações que se complementam, partindo-se do principio de se realizar algo mediante um objetivo comum a todos, ou seja, todos trabalhando pelo mesmo objetivo. Com este problema do PBHT resolvido (esperemos que com lisura e competência) muitas outras ações se fazem necessárias para que esta iniciativa de agora possa ajudar ao Brasil a alcançar o eterno e infrutífero sonho (ate agora) de fazer parte do Clube Espacial tendo acesso ao espaço por seus próprios meios. O problema é que, sem uma politica espacial de verdade e compromissada por parte destes vermes que militam em Brasília, jamais a nossa indústria terá a sustentação e a garantia necessária para alcançarmos este objetivo, isto é pura falácia e utopia, pelo menos enquanto perdurarem esses Populistas de Merda no poder.

Oficiais Conhecem as Diretrizes da Política Espacial Brasileira em Palestra na AEB

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (23/05) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que militares do Curso de Geointeligência para Oficiais da Escola de Inteligência Militar do Exército (EsIMEx) estiveram na sede as agencia para conhecerem as diretrizes da Política Espacial Brasileira.

Duda Falcão

INSTITUCIONAL

Oficiais Conhecem as Diretrizes
da Política Espacial Brasileira

Coordenação de Comunicação Social (CCS)
Publicado em: 23/05/2018 17h50
Última modificação: 24/05/2018 07h30

Foto: Valdivino Jr/AEB

Militares do Curso de Geointeligência para Oficiais da Escola de Inteligência Militar do Exército (EsIMEx) participaram, na manhã de terça-feira (22.05), de uma palestra sobre Política Espacial e diretrizes do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). O encontro aconteceu na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília (DF).

O evento faz parte da programação do curso de especialização, organizado pela EsIMEX, que objetiva habilitar sargentos para interpretar imagens e informações geográficas do Sistema de Inteligência do Exército.

A palestra foi ministrada pelo coordenador de Acompanhamento e Avaliação da Diretoria de Política Espacial e Investimentos Estratégicos (DPEI), Cristiano Augusto Trein, que apresentou detalhadamente a importância de o Brasil ter um Programa Espacial, bem como as aplicações desenvolvidas em benefício da sociedade.

“Os programas espaciais somente têm legitimidade quando trabalham em benefício da sociedade. Por isso, os projetos na área têm que apresentar resultados. Temos que ser pragmáticos e buscarmos coerência entre os diferentes projetos do programa espacial, além de precisarmos elevar a visibilidade do programa junto à sociedade civil e aos tomadores de decisão”, ressaltou Cristiano.

As dificuldades que o programa enfrenta nos últimos anos, como contingenciamento de recursos, orçamento não compatível com as demandas do País, além da desigualdade de recursos em relação a outros países foram temas abordados pelo palestrante.

“Essa palestra é uma atividade de extrema importância para a nossa formação. Nosso trabalho depende de imagens de satélites como as oferecidas pelo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres. Com essas informações produzimos conhecimento na área de inteligência do Exército”, afirmou o Tenente Coronel Cristiano.

O curso de especialização dos militares tem duração de um ano e oito meses, distribuídos em atividades presenciais e a distância. Este ano serão formados dez sargentos de vários estados.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Veja bem leitor, eu até acho que essas ações realmente têm de serem realizadas, não discuto isso. Porém para conhecerem o que mesmo? Ora leitor, faça-me uma garapa, qual é mesmo a Politica que o país tem para o setor espacial? Esta piada que está aí em vigor? Tenha santa paciência. E outra leitor, visite sites de agencias espaciais de verdade (NASA, ESA, JAXA, ISRO, ROSCOSMOS, e até mesmo o CONAE, dentre outras) e vejam como uma agencia espacial de verdade faz as coisas acontecerem. Infelizmente essa AEB, sob o comando de uma banana esta fadada a desaparecer, ou virar um departamento insignificante do próprio MCTIC.

I Congresso Internacional Sobre o Caso Varginha

Olá leitor!

Veja essa notícia e participe, precisamos esclarecer de uma vez por todas se ouve ou não um caso Ufológico de grande significância na cidade mineira de Varginha. Algo de muito estranho certamente ocorreu por lá, existem indícios fortes, mas foi um caso ufológico, sobrenatural de alguma espécie ou uma farsa muito bem engendrada? Só uma pesquisa séria com a abertura dos arquivos do Exercito Brasileiro sobre o caso poderão esclarecer de vez o que ocorreu nesta cidade mineira em janeiro de 1996. Chega de achismo vamos estudar o caso como deve ser feito.

Duda Falcão

I Congresso Internacional
Sobre o Caso Varginha
II Encontro de Ufologia Avançada de Minas Gerais 

Teatro Capitólio | Varginha | 19 a 22 de julho
Entrada gratuita da 19 de junho

O I Congresso Internacional sobre o Caso Varginha é uma promoção da Revista UFO em parceria com o Grupo de Estudos e Pesquisas Ufológicas de Sorocaba (GEPUS) e do movimento Virada Varginha. O evento está sendo realizado para resgatar novas informações sobre o Caso Varginha, considerado um dos mais importantes do mundo. O convidado especial é o cineasta e diretor do Discovery Channel James Fox.

Durante o I Congresso Internacional sobre o Caso Varginha a UFO apresentará sua campanha Temos o Direito de Saber e a Carta de Varginha, que pede ao Exército Brasileiro que encerre o segredo sobre o Caso Varginha e abra seus arquivos à sociedade. 13 Ufólogos brasileiros estão presentes tratando do episódio.


Leia e assine a Carta de Varginha no site, mesmo que não vá participar do evento.  Apoie esta importante causa para rompermos o segredo sobre o Caso Varginha.


O Caso Varginha - Fantástico - 12/05/1996

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Senador Elmano Férrer Defende PEB em Plenário

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (22/05) no site da “Agência Senado” destacando que seguindo o exemplo do Deputado Federal Eduardo Nantes Bolsonaro (PSL-SP) (veja aqui), em discurso ontem no plenário, o Senador Elmano Férrer (Pode-PI) defendeu o Programa Espacial Brasileiro (PEB).

Duda Falcão

PLENÁRIO - TECNOLOGIA - ADMINISTRAÇÃO

Elmano Férrer Destaca Expertise Brasileira
em Ciência e Tecnologia Aeroespacial

Da Redação
Agência Senado
22/05/2018, 21h23

Fonte: Marcos Oliveira / Agencia Senado

Em discurso nesta terça-feira (22), o senador Elmano Férrer (Pode-PI) elogiou a capacidade, dedicação e competência do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Força Aérea Brasileira.

O senador informou ter visitado recentemente o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no estado do Maranhão, um dos órgãos sob comando do DCTA. Ele elogiou a capacidade técnica e disse ter ficado impressionado com a excelência da equipe da Aeronáutica não apenas no CLA mas também no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Sindacta 1), localizado em Brasília e também visitado pelo senador.

Elmano Férrer destacou ainda a qualidade do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), outro órgão do DCTA. Criado em 1950 em São José dos Campos (SP), disse o senador, o ITA já formou milhares de profissionais e é centro de referência de ensino de engenharia no país.

— Pude ver a relevância de investimentos em ciência e tecnologia para o desenvolvimento do Brasil e sua inserção no rol dos países mais avançados e influentes — afirmou.


Fonte: Site da Agência Senado

Comentário: Pois é leitor, que você me perdoe, mas antes desses vermes me provarem do contrario, para mim eles todos são farinha do mesmo saco.

ITASAT-1 Previsto Para Ser Lançado em Setembro Pela SpaceX

Olá leitor!

Segundo o ultimo "Manifesto ELV de Lançamento Comercial dos EUA (United States Commercial ELV Launch Manifest)" de 23 de maio, o nanosatélite “ITASAT-1” do nosso Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), já conta com uma previsão inicial de lançamento, veja abaixo.

UNITED STATES COMMERCIAL ELV LAUNCH MANIFEST (23 May 2018)

Date              Launch Vehicle      Payload

Sep 18           Falcon 9 v1.2           SAOCOM 1A, DIDO 1, ICE-Cap, ITASAT 1

Nanosatélite ITASAT-1 do ITA

Pois é caro amigo leitor, para nós que somos amantes do nosso “Patinho Feio” e temos consciência da suma importância das atividades espaciais para qualquer sociedade humana moderna, é extremamente frustrante e revoltante termos de passar por essa dependência de acesso ao espaço, após 57 anos de atividades espaciais no país.

Isto se não levarmos em conta a iniciativa do Coronel Manoel dos Santos Lage da Escola Técnica do Exército (ETE), hoje Instituto Militar de Engenharia (IME), que já em 1958 (um ano após o lançamento do Sputnik), ao lado de professores e dos alunos de engenharia de armamentos desta escola e de profissionais de fora como o brilhante físico César Lattes (saiba mais aqui), já trabalhava no desenvolvimento de um foguete de sondagem denominado oficialmente de F-360-BD, mas que ficou conhecido pela mídia da época como “Félix - 1”, que tinha como objetivo realizar um experimento de Raios Cósmicos (em pleno Ano Geofísico Internacional) bem como levar abordo um gato chamado “Flamengo” (Êta, que mal gosto, né verdade Prof. Alysson?).

Pois é caro amigo leitor, não éramos para estarmos vivendo esta situação degradante e vergonhosa com o nosso Programa Espacial e com o nosso país como um todo, mas graças à inexistência de governos de verdade após a ditadura militar, o Brasil hoje não passa de uma caricatura de país sob o comando de uma sociedade pirata estupida, hipócrita e egocêntrica e assim sendo, temos o governo que merecemos.

Duda Falcão

Escola de Inverno em Astrofísica do Observatório Nacional 2018 - Inscrições Abertas

Olá leitor!

Desde o dia 01/05 estão abertas as inscrições da "Escola de Inverno em Astrofísica do Observatório Nacional de 2018" para ​todos os alunos de graduação na Área de Ciências Exatas.

Neste ano, a nossa escola oferecerá mini-cursos nos temas Sistema(s) Solar(es)Evolução estelar, Buracos Negros, Galáxias e Cosmologia. Os palestrantes também apresentarão as técnicas observacionais mais avançadas e as descobertas mais recentes nos campos da Astronomia. No último dia da escola, os alunos receberão uma introdução sobre o programa da pós-graduação em Astronomia do Observatório Nacional e visitarão os vários grupos de trabalho para conhecer as diversas áreas de pesquisas feitas no ON.


A participação é gratuita. Participantes que completarem todos os mini-cursos ganharão um certificado da escola e terão a oportunidade de receber informações sobre o processo de admissão na escola de pós-graduação.

Para inscrições e maiores informações visite o site do evento pelo link: https://observatorionacional.wixsite.com/escola2018

Duda Falcão

terça-feira, 22 de maio de 2018

O Brasil Visualiza Dois Novos e Poderosos Foguetes de Sondagens

Olá leitor!

Nos últimos anos (principalmente após o anuncio do fim do Projeto VLS-1) o nosso Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) vem divulgando o seu interesse de aumentar sua família se foguetes de sondagens desenvolvendo dois novos e poderosos foguetes, ou seja, o VS-43 e o VS-50.

Família de foguetes de sondagens brasileiros.
Obs: Dois novos foguetes com motores brasileiros foram
usados pela primeira vez recentemente pelos alemães,
ou seja, o VS-31/Orion e o VS-31/IM.

É preciso lembrar que o Interesse do IAE no desenvolvimento do VS-43 (foguete baseado no motor S43 do finado VLS-1) não é exatamente novo, pois este projeto já existia deste o lançamento da segunda versão do PNAE - Programa Nacional de Atividades Espaciais (1998-2007), documento este editado pela nossa pífia Agencia Espacial de Brinquedo (AEB) desde 1996, mas que nunca atingiu sequer 35% de seus objetivos, e que hoje em sua quarta e luxuosa versão bilíngue (2012-2021) não serve nem mesmo como papel higiênico.

Já o VS-50 (foguete baseado no motor S50 do desejado VLM-1) não surgiu exatamente quando do relançamento do projeto do VLM-1 neste novo PNAE (o projeto do VLM já aparecia no documento de 1998-2007, mas havia sido abandonado na versão seguinte deste documento), mas sim durante as negociações entre o IAE e o DLR Alemão, já que os alemães sentiam a necessidade também de terem um novo foguete de sondagem para substituir o foguete norte-americano Castor-4B que atende o Programa MAXUS europeu de microgravidade.

Assim sendo leitor, diante desta nova perspectiva brasileira de desenvolver novos foguetes de sondagens, formos a luta para buscar maiores informações sobre esses projetos e encontramos o seguinte:

Foguete VS-43

Bom leitor, levando-se em consideração a estratégia de desenvolvimento dos veículos de sondagem, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) vislumbrou a possibilidade de desenvolver um veículo suborbital controlado baseado nos estágios superiores do VLS-1 (3º e 4º estágios), mas com a utilização do propulsor S43 no lugar do S40. Esse veículo, denominado VS-43, seria o meio para desenvolver diversos subsistemas necessários para uma missão de satelitização.

Assim sendo, o veículo VS-43 foi identificado como uma plataforma de testes ideal para o desenvolvimento de soluções para as seguintes áreas:

a) teste do SISNAV;

b) rede de controle, guiamento e navegação; rede de telemetria; rede de destruição e rede de serviço; e

c) eventos necessários para a satelitização: separação de coifa, basculamento, rotação e separação.

Além disso, o VS-43 também terá potencial para ser utilizado no cumprimento das seguintes missões:

a) teste de experimentos tecnológicos e em ambiente de microgravidade;

b) teste de Scramjets em camadas superiores da atmosfera;

c) teste de experimentos de reentrada atmosférica (SARA).

Adicionalmente, o IAE possui especial interesse no VS-43 pois:

a) sendo um veículo muito mais simples que o VLS-1 e bem mais complexo que um VS-40 ou Sonda IV, o desenvolvimento do VS-43 será uma excelente oportunidade para o IAE revisar, implementar e consolidar metodologias para o gerenciamento e desenvolvimento de projetos complexos;

b) possibilita a utilização do estoque adquirido pelo projeto do veículo VLS-1;

c) possibilita a utilização de toda a infraestrutura criada para o VLS-1 no IAE e no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)

O sistema sera composto (preliminarmente), por:

a) veículo: saia traseira com empenas, um motor S43 como primeiro estágio, baia de controle de rolamento, baia de equipamentos, um motor S44 como segundo estágio, cone de acoplamento e coifa;

b) banco de controle e linha de fogo;

c) sistema de aquisição e processamento de dados de telemetria;

d) sistema de carregamento de nitrogênio;

e) equipamentos de apoio ao solo e dispositivos para testes;

f) embalagens, manuais e procedimentos de integração;

g) estrutura de lançamento e rastreio já existente no CLA composta por: SISPLAT, casamata, PPP, PPCU, terminação de voo, radares e outros.

O IAE finaliza dizendo que espera que o VS-43 seja o veículo ideal para auxiliar o preenchimento da lacuna existente entre os veículos Sonda IV, VS-40 e VLS-1, a fim de assim dar continuidade na lógica de desenvolvimento iniciada com a família de veículos de sondagem.

Concepção artística do VS-43

Foguete VS-50

Bom leitor, segundo as informações que colhi,  a configuração básica do foguete VS-50 será composta por um propulsor sólido S50 no seu primeiro estágio e um propulsor S44 no segundo estágio. O veículo será concebido em conjunto com a base móvel de foguetes (MORABA) do Centro Espacial Alemão (DLR) visando ensaiar:

a) experimentos do projeto SHEFEX;

b) componentes que poderão ser utilizados no projeto VLM

c) principalmente para desenvolver, fabricar e qualificar em voo o motor S50.

Seu comprimento será de 12 m, seu diâmetro de 1,46 m e massa estimada de 15 toneladas e o seu desenvolvimento foi iniciado em 2014 em parceria com o DLR alemão.

Entretanto vale dizer que, apesar de ser um importante meio para desenvolver tecnologias necessárias para o VLM-1 e para as futuras gerações de veículos lançadores, não faz parte do escopo do projeto a redução dos riscos associados aos eventos necessários para a satelitização. Fato que reforça a necessidade do desenvolvimento do veículo VS-43.

Concepção artística do VS-50.

Pois é leitor, espero que você que ainda não tinha informações sobre esses dois projetos possa agora esta antenado com aqueles que já tinham,  mas lembre-se que: “a única coisa certa no Programa Espacial Brasileiro é que não há nada certo”.

Duda Falcão

Estudo Com Participação Brasileira Mostra Que Asteroide Extrassolar Orbita o Sol Há 4,5 Bilhões de Anos

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (21/05) no site da Agência FAPESP, destacando que um estudo com participação brasileira baseado em robusta simulação computacional indica que Asteroide Extrassolar orbita o Sol4,5 bilhões de anos.

Duda Falcão

Notícias

Asteroide Extrassolar Orbita
o Sol Há 4,5 Bilhões de Anos

Por José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
21 de maio de 2018

(imagem: Royal Astronomical Society)
Objeto gira ao redor do Sol nas imediações da
trajetória de Júpiter, em sentido contrário ao dos
demais corpos. Simulações computacionais mostram
estabilidade na órbita desde a formação dos grandes
planetas, indica estudo no qual colaborou
pesquisadora da UNESP.

O Sistema Solar é muito mais vasto e complexo do que usualmente se supõe. Estima-se que o predomínio do campo gravitacional do Sol sobre os campos gravitacionais das estrelas próximas se estenda por cerca de dois anos-luz (125 mil unidades astronômicas). Isso significa que a luz emitida pelo Sol leva aproximadamente dois anos para alcançar os confins do Sistema Solar.

Nesse enorme nicho gravitacional, aninham-se e orbitam milhões de objetos: planetas, luas, cometas, asteroides, meteoroides etc. No conjunto, um objeto se diferencia de todos os demais, constituindo, por assim dizer, o “estranho no ninho”. Trata-se do asteroide (514107) 2015 BZ509,

Sua peculiaridade é ter trajetória retrógrada – isto é, orbitar o Sol em sentido contrário ao dos demais corpos. O sentido retrógrado do movimento combinado com a estabilidade da órbita pela idade do Sistema Solar legitimam a interpretação de que o (514107) 2015 BZ509 seja um objeto de origem extrassolar, capturado pelo campo gravitacional de Júpiter no final da época de formação dos planetas. Um estudo baseado em robusta simulação computacional corroborou agora essa hipótese. Artigo a respeito foi publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters.

Maria Helena Moreira Morais, professora do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Rio Claro, e coautora do artigo com Fathi Namouni do Observatoire de la Côte d’Azur (França), teve sua participação no estudo apoiada pela FAPESP por meio do projeto “Tópicos de dinâmica orbital e métodos de aprendizagem de máquinas para análise de dados de sistemas planetários”.

“Nós já havíamos construído uma teoria que explica o movimento desse asteroide. E, em 2017, publicamos um artigo a respeito na revista Nature (leia mais em http://agencia.fapesp.br/25166/).

“Para tentar compreender a origem do objeto, fizemos depois simulações em larga escala, que resultaram no novo artigo que saiu agora na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters”, disse Morais à Agência FAPESP.

A necessidade da simulação em larga escala se deve a dois fatores: primeiro, à margem de erro nas observações astronômicas relativas às órbitas dos corpos celestes; segundo, ao fato de que a interação gravitacional com os planetas do Sistema Solar introduz nos movimentos um componente caótico, de forma que uma diferença muito pequena nas condições iniciais pode resultar em diferenças enormes ao cabo de bilhões de anos.

“Para superar esses problemas, tivemos que fazer um estudo estatístico muito pesado, simulando um milhão de órbitas. Estudos nessa escala nunca haviam sido feito antes. Geralmente, as simulações consideram, no máximo, mil possibilidades”, disse a pesquisadora.

As simulações incluíram o efeito gravitacional dos planetas e também o efeito gravitacional da Galáxia, porque, para objetos afastados do Sol, esse componente se torna relevante. E permitiram retraçar a trajetória de (514107) 2015 BZ509 há 4,5 bilhões – época correspondente ao final da fase de formação dos planetas. Verificou-se que sua órbita permaneceu estável desde então, dentro dos limites da margem de erro.

Isso permitiu diferenciar claramente o (514107) 2015 BZ509 de outros asteroides em órbitas retrógradas, pertencentes ao grupo dos Centauros. Estes são asteroides comuns que foram arremessados para os confins do Sistema Solar, para a região denominada Nuvem de Oort, devido à instabilidade gravitacional provocada pelo rápido crescimento dos planetas gigantes.

As trajetórias desses Centauros tinham inicialmente o mesmo sentido das trajetórias dos demais corpos do Sistema Solar. Mas, devido à extrema distância em relação ao Sol, passaram a sofrer relevante influência gravitacional da Galáxia, que alterou seu movimento, fazendo com que alguns deles se tornassem retrógrados. Esse processo demorou cerca de 1 bilhão de anos. Depois, alguns Centauros foram puxados de volta para a região de influência dos planetas gigantes.

O estudo estatístico mostrou que nada disso ocorreu com o (514107) 2015 BZ509. Ele ocupa estavelmente a faixa correspondente à órbita de Júpiter há pelo menos 4,5 bilhões de anos. É um coorbital retrógrado de Júpiter.

“A conclusão que se impõe é que esse asteroide não se originou no Sistema Solar. Ele deve ter-se desgarrado do sistema de uma estrela vizinha e sido capturado pelo poderoso campo gravitacional de Júpiter. É o sincronismo com Júpiter que confere estabilidade à sua órbita”, disse Morais.

Oumuamua, Um Asteroide Extrassolar

A migração de objetos de um sistema para outro não é impossível. O Sol formou-se em conjunto com outras estrelas num berçário estelar e assim a densidade de estrelas nas vizinhanças do Sol no passado era maior do que hoje. As estrelas vizinhas afastaram-se posteriormente. Estudos recentes mostram que a própria nuvem de Oort pode ser constituída em parte por objetos capturados de outras estrelas na infância do Sistema Solar.

“No fim de 2017, nosso sistema foi visitado por outro asteroide extrassolar, o Oumuamua [cujo nome significa “mensageiro de longe que chega primeiro” em havaiano]. Mas veio com tanta velocidade que a atração do Sol provocou em sua trajetória apenas um pequeno encurvamento, tornando-a hiperbólica. Precisaria ter vindo com menos velocidade para que a trajetória se tornasse elíptica e fosse assim capturado pelo Sistema Solar”, disse Morais.

O estudo do (514107) 2015 BZ509 não se encerrou. De fato, está apenas começando. Esse objeto é testemunha da infância do Sistema Solar. E poderá fornecer informações preciosas sobre o ambiente existente nas cercanias do Sol quando o Sistema se formou.

“Talvez possamos avançar ainda mais, se conseguirmos determinar sua composição química. Dado que os sistemas estelares têm composições químicas distintas, asteroides imigrantes, como o (514107) 2015 BZ509, podem ter enriquecido o Sistema Solar com elementos que não existiam aqui originalmente. E, assim, possivelmente contribuído para o surgimento da vida na Terra”, disse Morais.

O artigo An interstellar origin for Jupiter’s retrograde co-orbital asteroid (doi:10.1093/mnrasl/sly057), de F. Namouni e M. H. M. Morais, está disponível em https://academic.oup.com/mnrasl/article-abstract/477/1/L117/4996014?redirectedFrom=fulltext.

O movimento de 2015 BZ509 (linha vermelha)
relativo ao de Júpiter (círculo pequeno azul)
repete-se a cada seis anos, sempre evitando
colisão com o planeta. Júpiter e o asteroide
dão uma volta completa ao redor do Sol
(círculo amarelo) a cada 12 anos. O movimento
relativo está projetado no plano da órbita
de Júpiter. O asteroide move-se próximo,
mas não exatamente nesse plano.


Fonte: Site da Agência FAPESP

GSI-PR Publica no DOU Portarias do PEB

Olá leitor!

Diário Oficial da União (DOU) do dia (03/05) publicou duas portarias do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI-PR), designando os membros, titulares e suplentes, da Secretaria de Apoio Técnico-Administrativo do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB) e do Grupo Técnico do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro Abaixo seguem as portarias como publicadas no DOU.

Duda Falcão

GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL
PORTARIAS DE 2 DE MAIO DE 2018

O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DO GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições que lhe são conferidas pelos incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e tendo em vista o disposto no inciso II do art. 15 do Anexo da Resolução nº 1 - GSI/PR, de 1º de março de 2018, resolve:

Nº 43 - Art. 1º Designar os membros, titulares e suplentes, da Secretaria de Apoio Técnico-Administrativo do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro - CDPEB, instituída na forma do art. 14 do Anexo da Resolução nº 1 - GSI/PR, de 1º de março de 2018:

I - da Casa Civil da Presidência da República:
a) Titular: Luiz Carlos de Azevedo; e
b) Suplente: Paula Simonetti.

II - do Ministério da Defesa:
a) Titular: Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando Aguiar; e
b) Suplentes: Brigadeiro do Ar Paulo Roberto de Barros Chã, Brigadeiro Engenheiro César Demétrio Santos, Brigadeiro do Ar Vincent Dang, Brigadeiro Engenheiro Augusto Luiz de Castro Otero, Brigadeiro do Ar R1 André Luiz Fonseca e Silva e Coronel Aviador Paulo César Andari.

III - do Ministério das Relações Exteriores:
a) Titular: Embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho; e
b) Suplente: Ministro Reinaldo José de Almeida Salgado.

IV - do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão:
a) Titular: Cíntia Aparecida de Moura e Lima; e
b) Suplente: Bruno Santos Silva.

V - do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações:
a) Titular: Leila de Morais; e
b) Suplentes: Henrique Fernandes Nascimento e Michele Cristina Silva Melo.

VI - do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República:
a) Titular: Contra-Almirante Noriaki Wada; e
b) Suplente: Major-Brigadeiro do Ar Dilton José Schuck.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DO GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições que lhe são conferidas pelos incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e tendo em vista o disposto no §2º do art. 22 do Anexo da Resolução nº 1 - GSI/PR, de 1º de março de 2018, resolve:

Nº 44 - Art. 1º Designar o Brigadeiro do Ar JOSÉ AGUINALDO DE MOURA como membro titular do Grupo Técnico do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro responsável pela elaboração de proposta de recomposição do quadro de pessoal do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Comando da Aeronáutica do Ministério da Defesa, constituído pela Resolução nº 10 - CDPEB, de 1º de março de 2018, em substituição ao Brigadeiro do Ar R1 Carlos Antônio de Magalhães Kasemodel.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação

SERGIO WESTPHALEN ETCHEGOYEN”

Bom leitor, note que apesar da participação do MCTIC, a Agência Espacial de Brinquedo (AEB) do pífio e incompetente Sr. José Raimundo Braga Coelho, mais uma vez ficou de fora, isolada e cada vez mais perdendo prestígio politico dentro do Governo TEMER.

Realmente é uma pena leitor. Quando da criação desta agencia em 1994 eu fui um dos que aplaudiram esta iniciativa, por acreditar que desvincular a imagem do PEB dos militares poderia melhorar internacionalmente a imagem do programa, o que facilitaria em muito parcerias internacionais para o rápido desenvolvimento do setor.

Entretanto o que se viu na realidade com os passar dos anos foi que o prestigio politico e o desempenho técnico e organizacional desta agencia foi para as cucuias, graças a gestões de razoáveis a péssimas (como a atual) que infelizmente transformaram este órgão em uma tremenda piada hoje comandada por um completo banana que tem como plano mestre não largar o osso e terminar seus últimos dias no cargo. Isto é, caso não tenha ninguém com bolas neste Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB) para tirá-lo de lá.

Duda Falcão


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) – Seção 2 - pág. 03 - 03/05/2018

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Grupo Zenith Divulga Vídeo da Campanha de Lançamento da Garatéa-3

Olá leitor!

Como anunciado pelo Blog, no dia 22/04, o fantástico “Grupo Zenith” da Escola de Engenharia da USP de São Carlos (EESC-USP), lançou com êxito a sua terceira sonda cientifica (quarta no geral) concluindo uma vez mais com sucesso a sua jornada à estratosfera terrestre. (saiba mais aqui).

Pois então amigo leitor, acontece que recentemente o Grupo Zenith liberou o vídeo da campanha de lançamento da Garatéa-3 (como a sonda foi denominada) que trazemos agora para aqueles que ainda não viram.


O Blog BRAZILIAN SPACE não se cansa de elogiar e reconhecer o grande trabalho que essa galerinha do Grupo Zenith vem realizando com todos os projetos que compõem o Programa GARATÉA (Sonda científica Garatéa (I, II,e III), Garatéa-E (I), Garatéa-ISS, a Gincana Galileu de Astronomia e o projeto mais significativo de todos, ou seja, o da Sonda Lunar Garatéa-L).

Toda esta iniciativa fruto inicial do desejo do Eng. Lucas Fonseca de dar retorno à sociedade responsável pela sua formação acadêmica, o Programa GARATÉA caro leitor é o resultado de um grande esforço conjugado deste engenheiro junto com professores e alunos da EESC-USP e de outras instituições, demonstrando com isso que, quando se há seriedade, unidade de grupo, dinamismo e competência, as coisas acontecem, quando não, bom a AEB e seu pífio presidente que o digam.

Duda Falcão