terça-feira, 17 de outubro de 2017

Comissão de Avaliadores Especialistas Escolherá Projeto de Alunos do Dante Alighieri Para Ir à Estação Espacial Internacional (ISS)

Olá leitor!

Segue abaixo o release divulgado ontem (16/10) pelo Colégio Dante Alighieri destacando o evento a ser realizado no próximo Sábado (21/10) tendo como pauta a escolha dos experimentos que serão enviados em 2018 a Estação Espacial Internacional (ISS) através do Projeto Garatéa-ISS.

Duda Falcão

Comissão de Avaliadores Especialistas
Escolherá Projeto de Alunos do Dante Alighieri
Para Ir à Estação Espacial Internacional (ISS) 

É a primeira vez que alunos brasileiros realizam projeto dentro de programa
norte-americano reconhecido pela NASA; entre os projetos, há propostas de
experiências com tecidos humanos, vegetais, micro-organismos, etc. para
análise de seu comportamento em ambiente de micro gravidade da ISS

16/10/2017

No sábado, dia 21 de outubro, 73 projetos espaciais de alunos do sétimo ano do Colégio Dante Alighieri e escolas convidadas participam da primeira etapa de uma seleção que vai escolher um deles para ir à Estação Espacial Internacional (ISS) em um foguete da empresa americana SpaceX em 2018. A bordo da ISS, o experimento será executado por um astronauta americano e, depois de quatro a seis semanas, será trazido de volta à Terra para análise dos resultados.

O evento faz parte do projeto Missão XII da parceria do Projeto Garatéa com o colégio Dante Alighieri e instituições parceiras convidadas a primeira participação do Brasil no Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), programa do Centro Nacional para Educação Científica para Terra e Espaço (NCESSE em inglês), projeto reconhecido pela NASA que está em sua 12a edição. Trata-se de resultado de uma parceria do Dante com a Missão Garatéa, um dos maiores consórcios espaciais brasileiros da atualidade, coordenado pelo engenheiro espacial Lucas Fonseca. Fonseca formalizou o convite para que o colégio organize e aplique o programa da SSEP para 300 alunos do colégio – todos os estudantes do sétimo ano. A parceria Garatéa-Dante estendeu o convite a alunos da rede pública, agregando a participação de outros 35 alunos da Escola Municipal Perimetral e da ONG Projeto Âncora, de Cotia. Desde 1o de setembro, quando a Missão XII foi anunciada, até hoje, estes 335 jovens vêm se reunindo pelo menos uma vez por semana para suas atividades, utilizando a infraestrutura do Dante – laboratórios, salas e a orientação de professores, que os vêm apoiando no planejamento e realização dos experimentos. 

Entre os projetos propostos pelos estudantes, figuram experiências com tecidos humanos, com diferentes vegetais, alguns tipos de microorganismos, com o concreto, etc para que seja analisado seu comportamento em ambiente de microgravidade, rendendo possíveis estudos futuros nas áreas de saúde, meio ambiente e construção civil.

“É uma rica oportunidade para estimularmos o pensamento científico, a criatividade e as atitudes de colaboração e de preocupação com a valorização da ciência e tecnologia como ferramentas para o desenvolvimento que o Dante acredita. Trata-se de projetos que envolvem e construção de uma questão-problema, de uma hipótese, de um objetivo, pelos jovens com foco em desenvolver futuros estudos mais apurados em áreas essenciais à sociedade como a saúde, o meio ambiente e as ciências”, afirma Sandra Tonidandel, Coordenadora-Geral Pedagógica do Dante Alighieri, que está à frente dos trabalhos no colégio neste projeto.

Além da avaliação de especialistas da área de ciências e tecnologia das universidades, haverá uma votação que será aberta ao público e acontece a partir das 11h30 horas e seguirá até 12h30 no colégio Dante Alighieri, durante o IX Simpósio de pré-iniciação científica do Programa Cientista Aprendiz (programa abaixo). Na ocasião, os 73 projetos participantes serão apresentados pelos alunos a um júri técnico de 60 avaliadores, formado por pesquisadores das instituições parceiras do projeto que darão suas notas em tempo real, através de um tablet que cada um irá utilizar. Paralelamente, o público visitante também utilizará tablets e votará nos melhores projetos. Às 13h serão anunciados os dez projetos melhor qualificados.

Cronograma para escolha do projeto vencedor - A partir do resultado do dia 21 de outubro, os dez grupos escolhidos passarão por um programa de qualificação de seus projetos, de modo a detalhá-los e encorpá-los sob coordenação de Lucas Fonseca, para nova triagem pela banca, que anunciará dia 15 de novembro os três primeiros colocados, que serão, enfim, enviados para avaliação dos pesquisadores americanos. O time de avaliadores escolherá o melhor projeto entre os três e anunciará o escolhido dia 14 de dezembro. 

Sobre o Colégio Dante Alighieri - Fundado pela comunidade italiana, o Dante é um colégio de 106 anos que tem conseguido de forma eficiente unir sua tradição à inovação. Atende alunos desde os três anos até a terceira série do Ensino Médio. É uma das escolas que oferece o curso high school em São Paulo. Com seu programa de pré-iniciação científica estimula a investigação e resolução de problemas sendo um dos mais premiados do Brasil em competições científicas internacionais. A abordagem da tecnologia e da experimentação científica começa já na educação infantil. Conta com infraestrutura atualizadíssima em termos de tecnologia, literatura, artes e ciências – com um dos mais proeminentes museus de História Natural escolares do Brasil. A proposta educacional se ampara na excelência do ensino para a formação de um indivíduo com consciência de suas possibilidades e limitações, munido de uma cultura que lhe permita conhecer e compreender o mundo e refletir sobre o papel do homem.

Sobre a Missão Garatéa – Esforço nacional formado por um consórcio de institutos, universidades e empresas que busca difundir a ciência na sociedade brasileira utilizando o espaço como elemento motivador. Sua principal atividade, um voo de uma sonda lunar agendada para 2021, acabou servindo como inspiração e desdobramento para outras frentes, como projetos educacionais similares à Missão XII. O convênio para a Estação Espacial, em seu primeiro ano, começará a ocorrer anualmente a partir de 2017.

Serviço

Evento: IX Simpósio de pré-iniciação científica do Programa Cientista Aprendiz
Data: Sábado, 21 de outubro de 2017
Horário: das 11h30 às 12h30
Anúncio dos 10 projetos vencedores: a partir de 12h45
Local: Colégio Dante Alighieri. Al. Jaú 1061

Evento gratuito e aberto ao público 

OS VISITANTES PODERÃO PARTICIPAR DA VOTAÇÃO

Mais informações

Assessoria de imprensa – Caravelas Consultoria
Otávio Cabral – otaviocabral@caravelasconsultoria.com - 11 9 8116-1234
Bia Murano – biamurano@caravelasconsultoria.com - 11 9 8309-8302
Tiago Pariz – tiagopariz@caravelasconsultoria.com - 11 9 8685-1041

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Nova Fonte de Ondas Gravitacionais é Observada

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (16/10) no site da Agência FAPESP, destacando que uma nova fonte de Ondas Gravitacionais foi observada por equipe internacional com mais de 3 mil astrônomos e entre eles 60 brasileiros.

Duda Falcão

Notícias

Nova Fonte de Ondas
Gravitacionais é Observada

Por Elton Alisson 
Agência FAPESP 
16 de outubro de 2017

Colaborações de 60 observatórios em diferentes países, incluindo o Brasil,
fazem a primeira observação eletromagnética da fusão de duas estrelas de
nêutrons que gerou ondas gravitacionais (imagem obtida pelo T80-Sul.
À esquerda, no centro, a galáxia NGC 4993, onde está marcada a posição
da contrapartida óptica do evento que produziu as ondas gravitacionais.
Na imagem da direita, a galáxia foi subtraída (e seu centro mascarado) para
melhor visualização do objeto, que pode ser confirmado como de brilho
variável, decrescente com o tempo)

A contribuição para a detecção de ondas gravitacionais rendeu aos físicos norte-americanos Rainer Weiss, Barry Barish e Kip S. Thorne o prêmio Nobel de Física deste ano. Agora, um grupo de mais de 3 mil astrônomos, incluindo 60 do Brasil, conseguiu observar pela primeira vez em luz visível uma fonte dessas oscilações do espaço-tempo previstas por Albert Einstein (1879-1955) há um século.

O grupo, do qual faz parte o trio ganhador do Nobel, anunciou em um artigo publicado nesta segunda-feira (16/10) em The Astrophysical Journal ter feito as primeiras observações, em várias bandas eletromagnéticas, de uma fusão de duas estrelas de nêutrons – corpos celestes extremamente densos originados a partir da implosão do núcleo de estrelas gigantes.

O evento gerou ondas gravitacionais registradas pelo Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais (LIGO, em inglês), nos Estados Unidos, e Virgo, na Itália, em agosto deste ano.

A descoberta também foi descrita em outro artigo em The Astrophysical Journal Letters por um grupo de 55 astrônomos, sendo 17 do Brasil, vinculados aos Institutos de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) e de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP), do Observatório Nacional (ON) e das universidades federais de Sergipe (UFS), de Santa Catarina (UFSC) e do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os pesquisadores brasileiros participaram do estudo em colaboração com colegas dos Estados Unidos, Argentina, Chile, Espanha e Alemanha por meio de observações feitas com o telescópio robótico T80-Sul, construído com apoio da FAPESP e instalado no Observatório Internacional de Cerro Tololo, no Chile.

“É a primeira vez que se obteve a contrapartida óptica [identificação de um objeto em luz visível] de um evento de ondas gravitacionais. As quatro detecções de ondas gravitacionais anteriores foram feitas a partir de colisões e fusões de buracos negros, que não emitem radiação eletromagnética e, por conta disso, não foi possível ter a contrapartida do visível do evento que as gerou”, disse Claudia Lucia Mendes de Oliveira, professora do IAG-USP e uma das autoras do estudo, à Agência FAPESP.

Desde o anúncio em fevereiro de 2016 da primeira detecção de ondas gravitacionais geradas pela colisão e fusão de dois buracos negros pela colaboração LIGO, astrônomos em vários países, atuantes em diferentes faixas do espectro eletromagnético (rádio, visível, raios X e raios gama), têm tentado obter a contrapartida eletromagnética de um evento gerador de ondas gravitacionais.

A atenção deles para essa possibilidade foi redobrada com um alerta emitido em 17 de agosto deste ano pelos observatórios LIGO e Virgo de que uma fusão de estrelas de nêutrons poderia ter gerado ondas gravitacionais registradas por seus detectores.

O evento teria ocorrido em um ponto da galáxia chamada NGC 4993, localizada na constelação austral de Hidra, a 130 milhões de anos-luz da Terra. A emissão de ondas gravitacionais pelas estrelas de nêutrons em fusão ocorreu cerca 2 segundos antes da observação de um jato de raios-gama detectado pelo telescópio espacial Fermi, da Nasa, a agência espacisl dos Estados Unidos.

A partir desse conjunto de pistas, astrônomos participantes de colaborações em 60 observatórios, situados em diferentes partes do mundo, começaram a fazer uma varredura de uma grande área do céu – equivalente a, aproximadamente, 60 luas cheias –, em todo o espectro eletromagnético, a fim de identificar um objeto cuja emissão visível ou brilho estivesse caindo. Chamado transiente óptico, o objeto poderia ter sido produzido por uma fusão de estrelas de nêutrons.

Uma equipe de astrônomos usuários do telescópio Swope, situado no Observatório de Las Campanas, no Chile, foi a primeira a reportar a detecção do o transiente óptico menos de 11 horas após a fusão das estrelas de nêutrons.

Poucos minutos depois da detecção do transiente óptico pelo telescópio chileno, outras cinco equipes vinculadas a outros telescópios também anunciaram tê-lo encontrado de forma independente.

“Recebemos a informação da detecção do transiente óptico na galáxia NGC 4993 em 18 de agosto. E, como o T80-Sul é um telescópio autônomo, que pode ser apontado para uma nova fonte em alguns segundos, conseguimos prontamente fazer as observações do objeto em três filtros, conhecidos como filtros G, R e I”, disse Oliveira.

Eventos Cataclísmicos

De acordo com os pesquisadores, as observações do transiente óptico em todos os comprimentos de onda sustentam a hipótese de que o objeto foi produzido pela fusão de duas estrelas de nêutrons. As estrelas foram localizadas na região da galáxia NGC 4993 – justamente onde foram detectadas as ondas gravitacionais detectadas pelos observatórios LIGO e Virgo.

Durante a fusão das estrelas de nêutrons – que deve corresponder a eventos conhecidos como quilonova, segundo os pesquisadores – ocorreu uma explosão de raios gama de curta duração e emissão de radiação eletromagnética devido à decomposição de íons pesados gerados por processos R (processo de captura rápida de nêutrons) durante a fusão, explicaram os pesquisadores.

“Sabíamos que existiam esses objetos, mas não sabemos muito sobre eles. Com as novas observações é possível medir o processo R e estimar a quantidade de elementos formados para comparar com modelos”, disse Oliveira.

As observações também possibilitarão responder muitas perguntas sobre as próprias estrelas de nêutrons. Estrelas mortas, que não produzem mais energia interna por fusão nuclear, as estrelas de nêutrons correspondem a um dos possíveis estágios finais da vida de uma estrela de alta massa. Elas são criadas quando estrelas com massas maiores a oito vezes a massa do Sol sofrem uma explosão de supernova – um evento astronômico que ocorre durante os estágios finais da evolução de algumas estrelas, caracterizado por uma explosão muito brilhante.

“As estrelas de nêutrons têm propriedades físicas especiais, e quando elas se fundem ocorrem processos nucleares a altas energias que ainda não conseguimos entender bem. Essas observações podem fornecem mais informações para compreendermos melhor esses processos”, disse outro autor do estudo, Alberto Molino Benito, que realiza pós-doutorado no IAG com Bolsa da FAPESP.

O artigo Multi-messenger observations of a binary neutron star merger, de B. P. Abbott e outros, pode ser lido no Astrophysical Journal Letters em http://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/aa91c9

O artigo Observations of the first electromagnetic counterpart to a gravitational wave source by the Toros Collaboration poderá ser lido no site do The Astrophysical Journal em http://iopscience.iop.org/journal/0004-637X.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Novo Modelo Físico Explica de Onde Veio a Água da Terra

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (16/10) no site da Agência FAPESP, destacando que uma parceria internacional com participação brasileira acabam de propor um Novo Modelo Físico que explica de onde veio a Água da Terra.

Duda Falcão

Notícias

Novo Modelo Físico Explica de
Onde Veio a Água da Terra

Por José Tadeu Arantes
Agência FAPESP 
16 de outubro de 2017

(Imagem: NASA)
Objetos deslocados para o interior do Sistema Solar
devido ao crescimento de Júpiter teriam levado à região
a maior parte do acervo hídrico atualmente existente.

Munidos da lei da gravitação universal de Newton (cuja publicação completou 330 anos em 2017) e de pesados recursos computacionais (para poder aplicar a lei a mais de 10 mil corpos em interação), um jovem pesquisador brasileiro e seu antigo supervisor de pós-doutorado acabam de propor um novo modelo físico para explicar a origem da água na Terra e nos demais objetos de tipo terrestre do Sistema Solar.

O artigo assinado por ambos, Origin of water in the inner Solar System: Planetesimals scattered inward during Jupiter and Saturn's rapid gas accretion, foi publicado na revista Icarus.

Os autores são André Izidoro, da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – bolsista FAPESP na modalidade Apoio a Jovens Pesquisadores –, e o astrofísico norte-americano Sean Raymond, do Laboratoire d'Astrophysique de Bordeaux, na França.

“A ideia de que a água da Terra veio predominantemente por meio de asteroides não é nova. Ela é praticamente consensual entre os pesquisadores. Nosso trabalho não é pioneiro em relação a isso. O que conseguimos foi associar esse aporte de asteroides ao processo de formação de Júpiter. E, com base no modelo resultante, ‘entregar à Terra’ quantidades de água consistentes com os valores estimados atualmente”, disse Izidoro à Agência FAPESP.

O valor de água existente na Terra varia muito de uma estimativa a outra. Usando como unidade de medida o “oceano terrestre”, o que corresponde a toda a água dos oceanos da Terra, alguns falam em três a quatro “oceanos terrestres”. Outros, em dezenas. A variação decorre do fato de não se saber quanta água existe no manto do planeta. E nem mesmo na crosta, aprisionada no interior das rochas. De qualquer forma, o modelo proposto dá conta do amplo leque de estimativas.

“Convém afastar logo a ideia de uma Terra que recebeu toda a sua água por meio do impacto de cometas oriundos de regiões muito distantes. Tais ‘entregas’ também ocorreram, mas sua contribuição foi posterior e percentualmente muito menos importante. A maior parte da água chegou à região atualmente ocupada pela órbita da Terra antes que o planeta tivesse se constituído”, disse Izidoro.

Para entender “como”, vale recapitular o cenário definido pelo modelo convencional de formação do Sistema Solar, acrescentando o novo modelo relativo ao aporte de água. A condição inicial é uma gigantesca nuvem de gás e poeira cósmica. Devido a algum tipo de perturbação gravitacional ou turbulência local, essa nuvem entra em colapso e passa a ser atraída por uma determinada região de seu interior, que configura um centro.

Com o aporte de matéria, o centro torna-se tão massivo e aquecido que, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, entra em processo de fusão nuclear, transformando-se em estrela. Enquanto isso, a nuvem remanescente continua a orbitar o centro e seu material se aglutina, formando um disco, que posteriormente se fragmenta, definindo os nichos protoplanetários.

“Estima-se que, nesse disco, a região rica em água se localizava a partir de algumas unidades astronômicas de distância do Sol. Na região interior, mais próxima da estrela, a temperatura era alta demais para que a água pudesse se acumular, exceto talvez em muito pequena quantidade, na forma de vapor”, explicou Izidoro.

Por definição, a unidade astronômica (AU) é a distância média da Terra ao Sol. Entre 1,8 AU e 3,2 AU localiza-se atualmente o Cinturão de Asteroides, com centenas de milhares de objetos. Nessa faixa, os asteroides que ocupam a região entre 1,8 AU e 2,5 AU são predominantemente pobres em água, enquanto a maioria daqueles situados além de 2,5 AU são ricos. O processo de formação de Júpiter pode explicar a origem dessa divisão, de acordo com o pesquisador.

“O tempo transcorrido entre a formação do Sol e a completa dissipação do disco gasoso foi bastante curto, na escala cosmogônica: de apenas 5 milhões a no máximo 10 milhões de anos.

E a formação de planetas gasosos tão massivos quanto Júpiter e Saturno só pode ter ocorrido durante essa fase de juventude do Sistema Solar. Então, foi durante essa fase que o rápido crescimento de Júpiter perturbou gravitacionalmente milhares de planetesimais ricos em água, deslocando-os de suas órbitas originais”, disse Izidoro.

Estima-se que Júpiter possua um núcleo sólido, com massa equivalente a algumas vezes a massa da Terra. Esse núcleo sólido é recoberto por um extenso e massivo envoltório gasoso. Júpiter só pode ter adquirido tal envoltório durante a fase da nebulosa solar, quando o sistema estava em formação e havia enorme quantidade de material gasoso disponível.

Devido à vultosa massa do embrião de Júpiter, o processo de aquisição do gás, por atração gravitacional, foi muito rápido. Nas vizinhanças do planeta gigante em formação, situados além da “linha de gelo”, milhares de planetesimais [corpos rochosos semelhantes a asteroides] orbitavam o centro do disco, atraindo-se, simultaneamente, uns aos outros.

O rápido aumento da massa de Júpiter rompeu o precário equilíbrio gravitacional desse sistema de muitos corpos. Vários planetesimais foram engolidos pelo Proto-Júpiter. Outros, enviados para os confins do Sistema Solar. E uma pequena fração, arremessada para a região interior do disco, entregando água para o material que, mais tarde, formaria os planetas terrestres e constituiria o Cinturão de Asteroides.

“O período de formação da Terra é datado entre 30 milhões e 150 milhões de anos após a formação do Sol. Quando isso ocorreu, a região do disco onde nosso planeta se constituiu já dispunha de bastante água, entregue pelos planetesimais deslocados por Júpiter e também por Saturno. Admite-se que uma pequena fração da água existente na Terra tenha chegado mais tarde, mediante o choque de cometas e asteroides. E que uma fração ainda menor possa ter-se formado localmente, por meio de processos físico-químicos endógenos. Mas a maior parte da água veio com os planetesimais”, disse Izidoro.

A afirmação sustenta-se no modelo construído por ele e seu antigo supervisor. “Com o emprego de supercomputadores, simulamos a interação gravitacional entre os múltiplos corpos por meio de integradores numéricos, em linguagem Fortran. E introduzimos uma modificação para incluir os efeitos do gás presente no meio durante a época de formação dos planetas. Isso porque, além de todas as interações gravitacionais em cena, os planetesimais sofreram também a ação do chamado ‘arrasto gasoso’, que é, basicamente, um ‘vento’ em sentido contrário ao do movimento – o mesmo tipo de efeito que um ciclista percebe ao se deslocar, decorrente da colisão das moléculas do ar com seu corpo”, descreveu o pesquisador.

O “arrasto gasoso” fez com que as órbitas dos planetesimais deslocados por Júpiter, inicialmente muito alongadas, fossem, pouco a pouco, “circularizadas”. Foi tal efeito que implantou esses objetos na zona que corresponde atualmente ao Cinturão de Asteroides.

Um parâmetro fundamental para esse tipo de simulação é a massa total da nebulosa solar no início do processo. Para chegar a esse número, Izidoro e Raymond utilizaram um modelo proposto no início da década de 1970. Ele parte do levantamento da massa de todos os objetos atualmente observados no Sistema Solar.

Para compensar as perdas decorrentes da ejeção de matéria durante a fase de formação do sistema, o modelo corrige as massas atuais dos diferentes objetos, fazendo com que suas proporções de elementos pesados (oxigênio, carbono etc.) e de elementos leves (hidrogênio, hélio etc.) fiquem iguais às do Sol. Isso com base na hipótese de que o disco de gás e o Sol tinham a mesma composição. Feitas as alterações, obtém-se a massa presumível da nuvem primitiva.

“Além disso, nosso novo modelo considerou também os diferentes tamanhos dos atuais asteroides, que vão de quilômetros a centenas de quilômetros de extensão, porque o gás tende a afetar mais os asteroides menores”, disse Izidoro.

A simulação feita a partir destas considerações pode ser vista no vídeo a seguir:


No eixo horizontal, foram marcadas as distâncias dos objetos ao Sol, em unidades astronômicas (AU). No eixo vertical, foram marcadas as excentricidades das órbitas dos objetos. A progressão da animação mostra como o sistema evoluiu em sua fase de formação. Os dois pontos pretos, situados, respectivamente, a pouco menos de 5,5 AU e mais de 7,0 AU, são, pela ordem, Júpiter e Saturno. Durante a animação, esses corpos crescem pelo acréscimo de gás da nuvem protoplanetária. E seu crescimento desestabiliza os planetesimais e os lança em várias direções. As diferentes cores atribuídas aos planetesimais servem apenas para mostrar onde eles estavam no início e para onde foram lançados. A área cinzenta assinala a posição atual do Cinturão de Asteroides. E o cômputo do tempo, em milhares de anos, aparece na porção superior do gráfico.

A segunda animação acrescenta um importante ingrediente, que é a migração de Júpiter e Saturno para mais perto do Sol durante o processo de crescimento.


Todos os cálculos de interação gravitacional entre os corpos em presença foram feitos a partir da Lei de Newton. O integrador numérico possibilitou calcular a posição de cada corpo em vários momentos – algo que, dado o número de corpos, da ordem de 10 mil, seria impossível fazer sem os recursos computacionais utilizados.

O artigo Origin of water in the inner Solar System: Planetesimals scattered inward during Jupiter and Saturn's rapid gas accretion (doi: 10.1016/j.icarus.2017.06.030), de Sean N. Raymond e André Izidoro, pode ser lido em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0019103517302592?via%3Dihub e em https://arxiv.org/abs/1707.01234.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Entidades Científicas Mostram União e Força em Dia de Manifestações no Congresso Nacional

Olá leitor!

Segue abaixo uma importante notícia postada dia (11/10) no site do “Jornal da Ciência” da SBPC, destacando que Entidades Científicas mostraram união e força em dia de manifestações no Congresso Nacional.

Duda Falcão

Notícias da SBPC

Entidades Científicas Mostram União e Força em
Dia de Manifestações no Congresso Nacional

Com a participação de mais de 70 representantes de entidades acadêmicas e científicas,
as atividades realizadas nesta terça-feira, 10 de outubro, no Congresso Nacional, em
defesa do orçamento para a ciência, mobilizaram mais de 50 parlamentares

Por Daniela Klebis
Jornal da Ciência
Quarta-feira, 11 de outubro de 2017

(Foto: Agência Câmara)
Audiência pública na Comissão de Ciência e
Tecnologia da Câmara dos Deputados. 

Cerca de 70 entidades acadêmicas e científicas brasileiras e mais de 50 parlamentares, entre deputados e senadores, participaram das manifestações realizadas nesta terça-feira, 10 de outubro, no Congresso Nacional, para pressionar o governo a aumentar o orçamento previsto para 2018 e reivindicar o descontingenciamento de recursos de 2017 para ciência, tecnologia e educação pública superior. Diante da presença maciça das entidades científicas na Câmara, os congressistas manifestaram apoio à recuperação do orçamento para ciência e tecnologia e se comprometeram a fazer articulações na Casa nesse sentido. No entanto, conforme destaca o presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira, a cruzada pelos recursos para ciência, tecnologia e educação deve continuar até que se tenham garantias concretas sobre as verbas.

“Foi uma atividade muito importante no Congresso Nacional, teve uma repercussão muito significativa, em especial pela presença expressiva das associações científicas brasileiras e das instituições de pesquisa, que conseguiu mobilizar um grande número de deputados e senadores. Existem promessas de vários parlamentares, mas, de maneira nenhuma, está garantido que as nossas reivindicações vão ser atendidas. Portanto, a pressão política deve continuar tanto no Congresso Nacional, como nas outras atividades entre a sociedade brasileira”, declarou Moreira.

As atividades foram solicitadas pela SBPC e pela Campanha Conhecimento Sem Cortes e contaram com o apoio de deputados e senadores, em especial da Frente Parlamentar em Defesa da Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação.

O dia começou com uma extensa audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, das 9h30 às 14h, seguida por um ato público no Salão Nobre da Câmara e, por fim, um encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, onde foi entregue a petição com mais de 83 mil assinaturas da Campanha Conhecimento em Cortes. Nas três ocasiões, foi distribuída a “Carta aos Parlamentares”, manifesto produzido pela SBPC e assinado por mais de 150 entidades científicas brasileiras, que detalha a situação crítica da área no País, com o contingenciamento drástico das verbas em 2017 e as perspectivas dramáticas do orçamento previsto para 2018.

Segundo o deputado Celso Pansera, que foi quem requereu a audiência na Câmara, as atividades superaram as expectativas. “Na audiência pela manhã tivemos mais de 40 deputados presentes, à tarde tivemos o presidente em exercício do Senado (o senador Cássio Cunha Lima), diversos senadores, outros deputados que não haviam participado pela manhã, e, por fim, o evento com o presidente da Câmara. Eu acho que o impacto na Casa foi muito grande, e começo a acreditar que nós caminhamos para resolver, e se não resolver, indicar um caminho para que o ano que vem não seja tão ruim como foi 2017 pra a Ciência brasileira”, afirmou o deputado.

(Foto: Agência Senado)
Presidente em exercício do Senado Federal, senador Cássio Cunha
Lima, participa de ato público “Conhecimento Sem Cortes”
no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.

Situação Dramática

A Carta aos Parlamentares, apresentada nas atividades na Câmara, enfatiza que é muito grave a situação da ciência e tecnologia no País. O contingenciamento dos recursos para o MCTIC em 2017 reduziu o orçamento de custeio e investimento em CT&I para apenas R$ 3,0 bilhões – um terço do valor de 2013. O documento destaca que a comunidade científica vem repetidamente solicitando ao presidente da República a liberação de R$ 2,2 bilhões contingenciados para atender minimamente às necessidades do MCTIC. No entanto, do descontingenciamento global de R$ 12,8 bilhões para 2017, anunciado no final de setembro, apenas R$ 500 milhões foram destinados ao Ministério.

O cenário para 2018 é ainda mais catastrófico. A previsão de recursos para o CNPq é suficiente para cobrir as despesas para o pagamento dos 100 mil bolsistas somente no primeiro semestre do ano; os recursos da Capes no PLOA 2018 sofreram redução de cerca de 32%; os recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para CT&I serão R$ 350 milhões, que corresponderá a apenas 8% dos R$ 4,5 bilhões a serem arrecadados pelo Fundo em 2018, para citar alguns exemplos demonstrados na carta ao parlamentares.

“O Congresso Nacional tem que atentar que a ciência já contribuiu muito para a economia brasileira. Precisamos recuperar o orçamento de 2017, que foi votado e aprovado nesta Casa no ano passado. Se não fizermos nada, vamos abdicar da nossa capacidade de construir um país soberano”, enfatizou Moreira, presidente da SBPC, durante a audiência pública.

Representando a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader alertou que os cortes drásticos, somados à Emenda Constitucional 95, do teto de gastos, delineiam um cenário de incertezas para o Brasil. “Eu quero saber o que vamos fazer. Nem plantar batatas ou soja seremos capazes, porque para isso também precisamos de ciência. Os países determinados, de competitividade mundial, são o que investem em ciência. Estamos na contramão da economia do conhecimento. É esse o Brasil que queremos?”, questiona a cientista, que é também presidente de honra da SBPC.

Representantes de diversas entidades científicas falaram na audiência, e denunciaram a situação de “extremo desmonte” das universidades e institutos federais e estaduais de C&T, conforme definiu o secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), Alberto Peverati.

“O orçamento para C&T é menos da metade de 2005. Mas a comunidade científica hoje é o dobro”, disse Aldo Nelson Bona, presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM). Segundo ele, os cortes orçamentários amputam as possibilidades de desenvolvimento nacional. “Mais de 80% da ciência brasileira é feita nas universidades públicas. Não podemos deixar esse colapso geral continuar”.

Entretanto, conforme alertou o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes), Emmanuel Zagury Tourinho, levará muitos anos para que o País recupere a posição de destaque no cenário mundial em C&T que teve anos atrás. “Estamos sendo asfixiados financeiramente. E não sabemos como estaremos daqui a quatro ou cinco anos”, disse.

Já o presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies), Fernando Peregrino, demonstrou que estamos retroagindo na industrialização e na CT&I e destacou a queda do Brasil no índice global de inovação. Segundo ele, “as políticas macroeconômicas estão em conflito com a inovação”.

Como ressaltou o presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI), Júlio Cesar Felix, a inovação é dependente do financiamento público. “Sem o financiamento público, não tem como fazer a interligação entre ciência e inovação”, afirmou, acrescentando que estamos vivendo uma “crise sem precedentes”, que já prejudica todo o esforço iniciado pelo Estado para fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação no País.

Em resposta aos argumentos das entidades científicas, vários deputados e senadores concordaram que a ciência e a tecnologia deve, sim, ser tratada como prioridade do governo. “Não podemos ter a mediocridade de matar o que estava, a duras penas, prosperando”, afirmou a deputada Margarida Salomão, ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). “Conhecimento é a grande moeda que move o mundo. Temos que respeitar a 13ª nação mundial em produção científica”, acrescentou a deputada Luciana Santos.

Já o deputado Henrique Fontana declarou que é “irracional para uma nação como a nossa cortar para 1/4 os investimentos em ciência e tecnologia” e que esses cortes colocam no lixo bilhões de reais que já foram investidos por anos na área.

“Estamos andando para trás. Como se quer disputar hegemonia no mundo e falar de ciência e tecnologia, com esses cortes no orçamento?”, declarou a deputada Luiza Erundina. O deputado Ivan Valente também afirmou que a situação é de desmonte do sistema de C&T nacional: “O contingenciamento fecha portas”, afirmou.

Além das manifestações de solidariedade, deputados e senadores também se comprometeram a empenhar esforços de articulação para garantir mais verbas para CT&I. “Nossa obrigação é fazer chegar os recursos para ciência e tecnologia”, disse o deputado Paulo Magalhães, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara.

O deputado Francisco Rodrigues de Alencar Filho, no entanto, recomendou ceticismo com as promessas feitas e incentivou que as entidades científicas e toda a sociedade continuem a pressionar até que medidas concretas sejam efetivadas. “Não basta gentileza. É preciso ação e compromisso”.

83 Mil Assinaturas

Partindo de diversas estratégias para sensibilizar a sociedade e os parlamentares, Tatiana Roque, coordenadora da Campanha Conhecimento Sem Cortes e professora da UFRJ, entregou nas mãos do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, quatro brochuras grossas, contendo o nome e o endereço eletrônico dos mais de 83 mil cidadãos brasileiros que assinaram a petição solicitando a garantia do pleno funcionamento das universidades públicas e dos institutos de pesquisas; a garantia da continuidade de bolsas de estudo e políticas de permanência para estudantes nas universidades, especialmente cotistas; a retomada de investimentos em ciência, tecnologia e pesquisa nos mesmos patamares de 2014; e a retirada de Educação e Saúde do teto de gastos imposto pela Emenda Constitucional 95.

Além da petição, a Campanha, que conta com o apoio da SBPC, vem realizando uma forte mobilização nas redes sociais e instalou três Tesourômetros – painéis eletrônicos que monitoram, em tempo real, os cortes no orçamento da ciência, tecnologia e educação no Brasil – no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília. “Nesses dois minutos desde que comecei a falar aqui, a ciência brasileira já perdeu 16 mil reais”, afirmou Roque. Desde 2015, os cortes para ciência e tecnologia no Brasil já ultrapassam R$12 bilhões.

Na avaliação de Roque, o dia de atividades no Congresso foi um “grande sucesso”, porque houve uma intenção de compromisso demonstrada por parte da Presidência da Câmara e da Presidência do Senado. “Agora é acompanhar e continuar pressionando para que eles honrem esse compromisso”, disse.

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, recebeu a petição com mais
de 83 mil assinaturas da Campanha Conhecimento em Cortes.

Novas Manifestações

O presidente da SBPC conta ainda que novas manifestações já estão programadas, tanto no Congresso como pelas ruas do País. Ao final da audiência pública de terça-feira, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, por proposta da SBPC, se comprometeu a encaminhar a solicitação de uma reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT). Esta solicitação vem sendo feita ao ministro Gilberto Kassab desde agosto pelas entidades científicas, acadêmicas e dos sistemas estaduais de CT&I.

Além disso, no Fórum Permanente das Associações Afiliadas à SBPC, realizado na segunda-feira, 9, foi decidido que nos dias 11 e 12 de novembro será realizada uma nova Marcha Pela Ciência pelo Brasil inteiro.

“Vamos continuar a pressionar. Iremos às ruas e voltaremos ao Congresso quantas vezes forem necessárias”, afirmou Moreira.


Fonte: Jornal da Ciência de 11/10/2017

Comentário: Agora sim Dra. Helena Nader, Dr. Ildeu de Castro Moreira e Dr. Luiz Davidovich, esta iniciativa e as que vêm ocorrendo nas ruas recentemente é que eu chamo de atuar politicamente com atitude e inteligência. Vocês da Ciência Brasileira passaram décadas acreditando numa fantasia (a de que vivem num país de verdade) e se contentando com migalhas que variavam do péssimo (como agora) ao menos ruim (como no segundo Governo LULA). Sinceramente espero e torço para que acordem e que entendam que a Ciência só deve ter um partido e ele se chama CIÊNCIA. Portanto, enquanto perdurarem esses vermes POPULISTAS de merda de esquerda, direita, centro e do escambau a quatro na Política Brasileira, a atitude de vocês tem de envolver um monitoramento e cobrança constante desses vermes, como parece que vai ser agora o modelo adotado, segundo o presidente atual da SBPC, Dr.  Ildeu de Castro Moreira. Espero sinceramente que vocês tenham aprendido a lição e que agora atuem como deve atuar deixando desses choros públicos literários que não levam a lugar nenhum, e mostrem definitivamente a esses vagabundos de merda através de atitude, a força da comunidade de vocês. A responsabilidade de vocês é enorme e envolve o futuro de uma desejada Nação Brasileira. Tenham definitivamente consciência disto, este é um apelo de um cidadão brasileiro.

Paraguai Realizará Sua Primeira Conferencia Espacial Com a Presença do Astronauta Marcos Pontes

Olá leitor!

A Agencia Espacial do Paraguai (AEP) promoverá dia 20/10, em Assunção, a “I Conferencia Espacial do Paraguai”.

O evento que terá acesso livre contará com a presença de diversas personalidades do setor espacial deste país sul-americano, bem como da Argentina, Brasil, Canadá e França, e entre eles os astronautas Marcos Pontes (Brasil) e Ronny Nader (Equador).

Serviço:

Evento: “I Conferencia Espacial do Paraguai”
Dia: 20/10/2017
Horário: Das 07:30 as 17:30hrs
Cidade: Assunção (Paraguai)
Local: Gran Teatro del Banco Central del Paraguay
End: Rua da Federação Russa e Augusto Roa Bastos


Não me recordo se a nossa piada espacial (AEB) alguma vez realizou uma conferencia com esta, enfim... sucesso aos paraguaios.

Aproveito para agradecer ao Prof. Julio Cesar Guedes Antunes do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) pelo envio desta notícia.

Duda Falcão

FGV/FAB Realizam Palestra Sobre o PEB em Brasília na Próxima Quarta-Feira (18/10)

Olá leitor!

Como já havíamos informado a Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB), realizará, no próximo dia 18/10 (próxima quarta-feira), a palestra “O Programa Espacial Brasileiro e os Caminhos Críticos Para o Seu Sucesso, palestra esta que será ministrada pelo Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira. O evento, que é gratuito, acontecerá na sede da FGV de Brasília (DF) e as inscrições podem ser realizadas aqui.

Serviço:

Palestra: O Programa Espacial Brasileiro e os Caminhos Críticos Para o Seu Sucesso
Data: 18/10 (quarta-feira)
Horário: às 19h
Cidade: Brasília-DF
Local: Auditório da FGV, localizado na Av. L2 norte, Quadra 602, módulos A, B e C - 2º andar.

Duda Falcão

sábado, 14 de outubro de 2017

Segundo Deputado do PTB, Brasil Pode Ganhar R$ 6 Bilhões Com Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (14/10) no site “O Imparcial” de São Luís (MA) destacando que segundo o Deputado Federal Pedro Fernandes (PTB), o Brasil pode ganhar R$ 6 bilhões com Alcântara.

Duda Falcão

NEGÓCIOS

Brasil Pode Ganhar R$ 6 Bilhões Com Alcântara

Deputado federal Pedro Fernandes (PTB) defendeu acordo entre Brasil e
Estados Unidos. O motivo seria a entrada de R$ 6 bilhões na economia brasileira.

Por Paulo Tarso Jr.
O Imparcial
14/10/2017

Foto: Reprodução

Na semana passada, o presidente da República Michel Temer esteve visitando o Centro de Lançamento de Alcântara acompanhado de ministros e deputados federais. A passagem de Temer pelo Maranhão foi praticamente imperceptível, apesar de ter sido considerada muito positiva pelos aliados do presidente. Um dos que destacaram a visita presidencial ao CLA foi o deputado Pedro Fernandes (PTB), que aproveitou reunião da Comissão de Relações Exteriores para defender a importância econômica da base aérea.

De acordo com Fernandes, o que está sendo discutido pelo governo brasileiro é o chamado acordo de salvaguarda de tecnologia e não a venda do CLA para os Estados Unidos. O acordo, caso seja firmado, poderá render cerca de R$ 6 bilhões aos cofres brasileiros.

“O mercado hoje espacial é de US$ 330 bilhões. O Brasil já gasta, pagando para fora, R$ 6 bilhões. Com Alcântara, haveria uma entrada destes R$ 6 bilhões, o que é significativo para a economia brasileira”, afirmou o deputado do PTB.

Considerado um dos melhores lugares do mundo para lançar foguetes, Alcântara desperta interesse de vários países. No entanto, Temer e sua comitiva quiseram deixar bem claro – quando estiveram no Maranhão – que o objetivo do governo federal está voltado ao acordo de proteção à tecnologia dos Estados Unidos, que será utilizada no país. “Temos que tirar esse mito que está sendo pregado pelos opositores de Alcântara, por opositores do Brasil de que nós queremos entregar a base aérea para os Estados Unidos. Não é nada disso. Nós queremos um acordo de salvaguarda de tecnologia que todos os países pedem para poder lançar foguetes a partir de Alcântara”, concluiu Fernandes.

Quilombolas

Outro assunto também debatido durante a visita do presidente Michel Temer na semana passada foi a questão envolvendo os quilombolas, que hoje estão vivendo em uma área de expansão do CLA. A comitiva do governo federal aproveitou para dialogar com estas comunidades para resolver esse impasse.

Em maio, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, já havia citado a dificuldade de expansão da base por causa da questão quilombola. A área de 60 mil hectares foi desapropriada, restando 8 mil hectares para os lançamentos da plataforma. “Se você tiver mais 12 mil hectares, e isto está em negociação, você vai poder colocar até seis países no centro de lançamento. Seria uma melhora muito grande nos recursos”, disse Jungmann à época. Segundo ele, com a expansão, os recursos passariam de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,5 bilhão.


Fonte: Site do jornal “O Imparcial” - 14/10/2017